Post: Hyva investe R$ 50 milhões em nova planta em Caxias

Foto Hyva do Brasil, Divulgação

A Hyva do Brasil inaugura nesta quinta-feira (19) nova fábrica em Caxias do Sul, ampliando a capacidade industrial e fortalecendo a operação voltada ao mercado brasileiro e de exportação. Localizada no Bairro Industrial, paralela à Rota do Sol, a unidade de 17 mil metros quadrados de área construída integra um investimento conjunto superior a R$ 50 milhões, realizado em contrato BTS (built to suit) com a GBL Investimentos e Participações. As obras tiveram início em fevereiro de 2025.

O projeto da nova fábrica foi desenvolvido a partir de três pilares estratégicos: eficiência energética, sustentabilidade e melhoria do ambiente de trabalho. A infraestrutura foi planejada para reduzir o consumo de recursos, otimizar processos produtivos e oferecer um espaço mais moderno, organizado e funcional para as equipes, contribuindo para ganhos de produtividade e eficiência operacional.

Com uma capacidade anual de produção de aproximadamente 52 mil cilindros hidráulicos, 1.500 sistemas de piso móvel e 40 mil kits hidráulicos, a planta foi projetada para ampliar a eficiência produtiva e atender ao crescimento da demanda do setor. A estrutura também foi dimensionada para expansões futuras, permitindo o aumento da produção com novos investimentos em máquinas, equipamentos e automação.

Entre os avanços da nova estrutura está a implantação de um novo espaço administrativo, concebido para integrar equipes e melhorar o fluxo de trabalho entre áreas. O ambiente conta com layout open space, integração visual entre departamentos, setorização inteligente e soluções acústicas que contribuem para o controle da propagação de ruídos e maior eficiência operacional.

O projeto da fábrica também incorporou soluções voltadas à eficiência energética e sustentabilidade. A estrutura de telhado dos pavilhões foi dimensionada para receber, futuramente, placas fotovoltaicas, permitindo a geração de energia solar. A unidade conta ainda com sistema de reuso de água da chuva, com capacidade estimada de 30 mil litros, destinado ao uso em sanitários e jardinagem.

A central de armazenamento de resíduos foi ampliada em 50% em relação à estrutura anterior, reduzindo a frequência de coletas e o impacto ambiental associado ao transporte desses materiais. Toda a iluminação da fábrica utiliza tecnologia LED, mais econômica e sustentável. A nova planta prevê automação e robotização de processos, trazendo ganhos operacionais e ambientais, como a redução no consumo de gás argônio, um dos principais indicadores de emissão de CO2 nesse tipo de operação.

De acordo com o CEO da Hyva do Brasil, Rogério De Antoni, a nova fábrica representa um avanço importante em eficiência e competitividade. “Essa operação foi projetada com foco em eficiência e produtividade, permitindo ampliar a capacidade de produção, otimizar processos e atender o mercado com ainda mais agilidade e qualidade. É um investimento que fortalece a competitividade e gera benefícios diretos para os clientes, parceiros e região”, destaca.

A Hyva do Brasil é a única subsidiária sul-americana do Grupo Hyva, integrante do grupo global JOST. Fundada em 1995, está sediada no polo metalmecânico de Caxias do Sul (RS), onde mantém uma planta industrial com 17 mil m² de área construída. Líder mundial no segmento, a empresa fabrica cilindros hidráulicos telescópicos, kits hidráulicos e pisos móveis.

A JOST é uma líder global na fabricação de sistemas de segurança para veículos comerciais, com forte presença nos segmentos de transporte, agrícola e construção. Com mais de 4.500 colaboradores no mundo, a empresa mantém unidades de vendas e produção em mais de 25 países nos seis continentes.

Atividade industrial gaúcha inicia o ano em queda

Foto Julio Soares, Divulgação

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) recuou 0,6% em janeiro na comparação com dezembro. Foi a segunda queda consecutiva e, nos últimos 14 meses, o indicador apresentou baixa em 10 e avanço em apenas quatro, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema FIERGS nesta quinta-feira (12). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração é de 9,1%, o pior resultado desde maio de 2024, quando o estado foi afetado pelas enchentes.

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o resultado reflete um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, juros elevados e redução das intenções de investimento. “Todos esses fatores afetam a confiança do empresário industrial, que também está pressionado pelas discussões da redução da jornada de trabalho e pelo cenário externo, com as tensões no Oriente Médio”, avalia.

O desempenho negativo mensal foi influenciado principalmente pela queda de 0,9% nas horas trabalhadas na produção e de 0,7% nas compras industriais. Entre os demais indicadores, houve variação positiva no faturamento real (1,4%), no pessoal ocupado (0,3%), na massa salarial real (1,3%) e na utilização da capacidade instalada (0,5 ponto percentual), cujo grau médio passou de 76,7% para 77,2%.

Na análise setorial, 14 dos 16 segmentos pesquisados iniciaram o ano com resultado negativo. As principais retrações ocorreram em veículos automotores (23%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (25,1%), químicos, derivados de petróleo e biocombustíveis (12,2%) e produtos de metal (11%). Alimentos, com 4,6%, e móveis, com 2,2%, registraram as principais contribuições positivas no período.

A pesquisa também mostra que, nos 12 meses encerrados em janeiro, a atividade industrial gaúcha recuou 2,2% em relação ao mesmo período imediatamente anterior. Entre os componentes do indicador, houve queda no faturamento real (4,6%), nas horas trabalhadas na produção (2%), nas compras industriais (5,2%) e na utilização da capacidade instalada (1,5 ponto percentual). Os indicadores ligados ao mercado de trabalho apresentaram variação positiva, com alta de 1% no pessoal ocupado e de 2,6% na massa salarial real.

A pesquisa completa está disponível em https://observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/atividade-industrial-gaucha-inicia-o-ano-em-queda/

Nova Petrópolis sedia Fórum G30 de Turismo

Foto 50mm, Divulgação

O Centro de Eventos de Nova Petrópolis recebe, nesta quinta-feira (19), o Fórum G30 de Turismo, com expectativa de reunir cerca de 600 participantes, entre gestores públicos, lideranças do trade turístico, empresários e profissionais do setor. O evento está consolidado como um espaço de debate estratégico, articulação institucional e construção de soluções para o desenvolvimento do turismo no Estado.

Com o tema que reforça o turismo como negócio, produto e vetor de liderança, o fórum reúne destinos e entidades que atuam na qualificação e no fortalecimento do setor turístico gaúcho. Entre os palestrantes confirmados estão o deputado Guilherme Pasin, o secretário de Turismo, Ronaldo Santini, e o empresário Guilherme Paulus, fundador da agência CVC. A realização do Fórum no Centro de Eventos também gera impacto positivo na economia local, com fomento à hotelaria, restaurantes e empreendimentos de lazer.

Futuro da Serra Gaúcha em debate

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul sedia a realização do evento Mundo Business Serra Gaúcha, nesta sexta-feira (20), com início às 8h. A iniciativa da Apex Partners e CIC reunirá lideranças empresariais, autoridades e especialistas para debater o futuro da indústria e do comércio da região, com foco em competitividade, inovação e oportunidades de crescimento nos mercados nacional e global. Inscrições em https://cvent.me/lqGAD2.

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