Foto Denise Suzin Borges, CIC Caxias, Divulgação
Principal componente da economia de Caxias do Sul, a indústria sofreu forte revés, no ano passado, com queda de 7,2%. O resultado impactou o desempenho geral da economia, que baixou 0,7%, mesmo com aumentos de 8% nos serviços e 4% no comércio. Os indicadores foram apurados e apresentados pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
O vice-presidente de Indústria da CIC, Oliver Viezzer, avaliou que a perda de competitividade da indústria local em relação ao mercado globalizado é agravada pela insuficiência de investimentos em infraestrutura. Outra grande preocupação exposta é com a proposta de redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, que sem o correspondente ganho de produtividade tende a elevar os custos das empresas com reflexos diretos sobre o preço final dos produtos.
Viezzer defendeu maior responsabilidade do governo do trato do tema, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento da produtividade, e não apenas à redução da jornada de forma isolada. Destacou que a CIC Caxias mantém diálogo com federações e confederações empresariais para avaliar os impactos da proposta em todos os setores intensivos em mão de obra, ressaltando que a principal preocupação está na preservação dos postos de trabalho e no controle da inflação.
A queda na indústria teve reflexo direto no mercado de trabalho formal. Em 12 meses, foram fechados 2.791 postos de trabalho, diferença entre os 80.103 de janeiro com os 77.312 de dezembro. Por conta das vagas abertas no comércio e nos serviços, foram gerados 231 empregos formais, o menor saldo anual desde 2021. No encerramento do ano, o estoque era de 169.698 empregos formais.
O saldo positivo do ano foi o desempenho favorável no comércio exterior. As exportações de Caxias do Sul cresceram 20,2%, alcançando US$ 842 milhões, enquanto as importações recuaram 6,7%, para US$ 492 milhões. Com isso, o saldo da balança comercial do município registrou superávit 102,5% superior ao do ano anterior.
Caminhos do Vinho Gaúcho retorna neste ano
Foto ABS-RS, Divulgação
O projeto Caminhos do Vinho Gaúcho, promovido pela Associação Brasileira de Sommeliers no Rio Grande do Sul (ABS-RS), teve sua primeira edição no ano passado com resultado acima das expectativas: mais de 200 pessoas participaram das masterclasses realizadas no interior do estado. Diante da receptividade do público e do impacto positivo, a segunda edição está confirmada e as primeiras datas e locais agendados.
O primeiro encontro do ano será em Torres, no dia 26 de fevereiro, às 19h, no Guarita Gastronomia. O segundo ocorrerá em Lajeado, no dia 5 de março, às 19h, no Morro Santo Café e Parrilla. As inscrições podem ser feitas no site da ABS-RS e as vagas são limitadas. A presidente da ABS-RS, biomédica e sommelier Caroline Dani (foto), conduzirá as masterclasses.
Criado com o propósito de ampliar o olhar sobre a vitivinicultura gaúcha, o projeto percorreu Erechim, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas entre os meses de julho e setembro de 2025. Professores da ABS-RS conduziram encontros presenciais voltados à valorização dos rótulos produzidos em diferentes regiões gaúchas, destacando as oportunidades culturais e econômicas que o setor oferece. A iniciativa tem o apoio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul, Governo do Estado, Suco de Uva Brasileiro, Vinho Brasileiro, Sicredi e Boccati.
Frota de veículos do RS está um pouco mais nova
Foto Banco de Imagens, Divulgação
O Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base nos dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), identificou uma leve mudança na idade média dos veículos emplacados no Rio Grande do Sul. A idade de 19,5 anos, em dezembro de 2024, caiu para 19 anos no final do ano passado.
De acordo com a Senatran, o estado encerrou o ano com uma frota de 8.527.152 veículos, o equivalente a 6,6% do total nacional. O número representa crescimento de 2,6% em relação a 2024. A frota estadual é formada majoritariamente por automóveis (57,8%), motocicletas (14,7%), caminhonetes para transporte de cargas (8,3%), camionetas para uso misto (4,9%), caminhões (3%), reboques (2,9%) e outros tipos de veículos (8,4%). Em relação ao combustível, predominam veículos movidos a gasolina (44,4%) e modelos flex, abastecidos com gasolina ou etanol (38,1%), diesel (9,3%), etanol (2,3%), GNV (0,9%), elétricos ou híbridos (0,4%) e outras alternativas (4,7%).









