Post: Inflação sobe 0,70% em fevereiro, pressionada por reajustes na educação, diz IBGE

Nos últimos 12 meses, o IPCA ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período anterior

 

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 0,70%, 0,37 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,33% registrada em janeiro. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Período Taxa
Fevereiro/2026 0,70%
Janeiro/2026 0,33%
Fevereiro/2025 1,31%
Acumulado no ano 1,03%
Acumulado nos últimos 12 meses 3,81%

Variação em Porto Alegre

Em Porto Alegre, o IPCA ficou em 0,33% em fevereiro, após registrar 0,23% em janeiro, segundo o Instituto. Com isso, a inflação na capital gaúcha acumula 0,57% no ano e 4,07% em 12 meses.

Entre os fatores que influenciaram o índice no período estão reajustes em tarifas de serviços, como o aumento de 6% na passagem de ônibus urbano e de 4,26% nas tarifas de táxi, ambos a partir de 19 de fevereiro, além da elevação nas tarifas de água e esgoto, que tiveram reajustes de 6,21% em fevereiro e 4,69% em janeiro, (veja abaixo mais detalhes).

Educação e Transportes puxam alta no País

Em fevereiro de 2025, a variação havia sido de 1,31%. A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21% e 0,31 p.p.), seguido por Transportes, com a segunda maior variação e impacto (0,74% e 0,15 p.p.).

Juntos os dois grupos representam, aproximadamente, 66% do resultado do mês. Os demais grupos oscilaram entre 0,13% de Artigos de residência e 0,59% de Saúde e cuidados pessoais.

grupo Educação apresentou a maior variação (5,21%) e o maior impacto (0,31 p.p.) no resultado de fevereiro, respondendo por cerca de 44% do índice.

A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo Transportes (0,74%) foi o responsável pelo segundo maior impacto no índice de fevereiro (0,15 p.p.), com a alta de 11,40% na passagem aérea. Também apontaram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). O subitem ônibus urbano (1,14%) reflete a incorporação dos seguintes reajustes tarifários:

  • 20,00% em Fortaleza (3,91%), a partir de 1º de janeiro.
  • 8,70% em Belo Horizonte (1,73%), a partir de 1º de janeiro.
  • 6,38% no Rio de Janeiro (1,01%), a partir de 04 de janeiro.
  • 5,36% em Salvador (-0,37%), a partir de 05 de janeiro.
  • 6,00% em São Paulo (2,27%), a partir de 06 de janeiro.
  • 4,16% em Vitória (1,42%), a partir de 12 de janeiro.
  • 4,46% em Recife (4,42%), a partir de 1º de fevereiro.
  • 6,00% em Porto Alegre (2,40%), a partir de 19 de fevereiro.

Além disso, por conta da redução tarifária aos domingos e feriados, Curitiba registrou variação de -1,27% no ônibus urbano que, em Brasília, foi de -9,54% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Belém (1,04%).

Ainda em Transportes, no metrô (0,00%) foi apropriada a variação de -9,54% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e o reajuste de 3,85% em São Paulo (0,94%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (0,51%), em São Paulo (0,94%), com a mesma vigência. Também em São Paulo (1,76%), a integração transporte público (1,76%) considera, além das gratuidades, o reajuste citado acima.

O subitem táxi (0,90%) reflete os seguintes reajustes: 4,26% em Porto Alegre (1,69%) a partir de 19 de fevereiro; 4,53% em Salvador (3,48%) a partir de 23 de janeiro; 18,70% em Fortaleza (11,28%) a partir de 19 de janeiro e 4,92% no Rio de Janeiro (0,45%) a partir de 02 de janeiro.

Cabe ressaltar a variação de -0,47% nos combustíveis com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

 

Foto: IBGE

Em Saúde e cuidados pessoais (0,59%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,92%) e o plano de saúde (0,49%).

O grupo Habitação apresentou variação de 0,30% em fevereiro, após a queda de 0,11% registrada em janeiro.

A alta foi impulsionada pelo subitem taxa de água e esgoto (0,84%) em razão da apropriação dos seguintes reajustes: 6,21% e 4,69% em Porto Alegre (0,99%) vigentes desde 23 de fevereiro e 1º de janeiro, respectivamente; 6,56% em Belo Horizonte (7,07%) a partir de 22 de janeiro; 4,57% em Campo Grande (0,57%) a partir de 3 de janeiro e 6,48% em São Paulo (0,40%) desde 1º de janeiro.

A energia elétrica residencial variou 0,33% em fevereiro, com a permanência da bandeira tarifária verde. Já o subitem gás encanado apresentou recuo de 1,60% dada a incorporação das reduções de 0,08% (desde 1º de janeiro) e de 4,44% (desde 1º de fevereiro) nas tarifas no Rio de Janeiro (-3,64%) e, também, a redução de 4,01% em Curitiba (-3,77%) a partir de 1º de fevereiro.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23%, ante o 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).

A alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

No que concerne aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026 (base).

INPC fica em 0,56% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,56% em fevereiro, 0,17 p.p. acima do resultado observado em janeiro (0,39%). No ano, o INPC acumula alta de 0,95% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de janeiro (0,14%) para fevereiro (0,26%). A variação dos não alimentícios passou de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (7,02%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-5,31%) e do tomate (-10,71%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de janeiro de 2026 a 03 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026 (base).

Informações do Correio do Povo

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP

Últimas Notícias