Segundo agência de notícias iraniana SNN, chanceler iraniano não solicitou negociação, como disse Trump no fim de semana
O governo do Irã negou nesta segunda-feira (16) ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos, segundo a agência de notícias iraniana Students News Network (SNN), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no fim de semana que Teerã pediu negociação para o fim da guerra.
Citando o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, a agência diz que o país não fez o pedido e que Teerã defende que qualquer fim da guerra com Israel e os EUA seja definitivo.
Apesar da negativa, o chanceler iraniano deu o primeiro indicativo de que seu governo vai permitir a circulação limitada de embarcações no Estreito de Ormuz. Araqchi afirmou, de acordo com a SNN, que o estreito está fechado apenas para “inimigos e aqueles que apoiam sua agressão”.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acrescentou que países não envolvidos na guerra têm conseguido transitar com seus navios pelo estreito, mediante coordenação e autorização das Forças Armadas do Irã.
Países europeus recusam pressão de Trump
Em meio à grande tensão causada pela turbulência nos preços de petróleo e no mercado de ações, Trump também pressionou aliados da Europa para ajudarem na guerra. No domingo (15), Trump disse ter exigido que cerca de sete países enviem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz.
Nesta segunda-feira, ao menos três países europeus responderam e disseram ter recusado o pedido do presidente dos Estados Unidos: Alemanha, Itália e Grécia afirmaram que não participarão de um plano conjunto para que aliados dos EUA ajudem a manter a passagem pelo estreito aberta.
Neste domingo (15), os Estados Unidos buscaram atacar a produção petrolífera do Irã, com ataques à ilha de Kharg.
Informações do Portal G1
Foto: REUTERS/Dilara Senkaya/File Photo







