Post: Pesquisa revela sucesso na restrição do uso de celular

Sinepe aponta reflexos positivos da legislação na maioria das particulares gaúchas

 

Um ano após a implementação da lei que restringe o uso de celular no ambiente escolar, as instituições de ensino começam a perceber os impactos da mudança. A maioria avalia que a medida foi positiva para as atividades de ensino e aprendizagem. É o que aponta o levantamento feito em fevereiro deste ano pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado (Sinepe/RS), com a participação de 121 escolas do RS.

A pesquisa mostra que 92% das instituições consideraram que a restrição teve reflexos benéficos no clima escolar; 8% avaliaram efeito neutro; e nenhuma entendeu que a medida foi negativa.

Os resultados também foram percebidos no contexto acadêmico: 91% das instituições observaram ganhos em aprendizagem depois da proibição do celular em aula; enquanto apenas 9% não identificaram alterações.

Implementação

Apesar da avaliação positiva, o estudo indica que o cumprimento da regra segue em processo de consolidação. Para 53% das instituições, a adesão dos alunos é considerada moderada; 38% revelam fácil cumprimento; e 9% têm dificuldades.

O presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, explica que as instituições de ensino já vinham iniciando a conscientização sobre o uso do celular na escola, o que contribuiu para a adaptação à lei. “Hoje, as escolas estão focadas na conscientização sobre o uso do celular, muito mais do que olhar a proibição”, argumenta. E também lembra que a participação das famílias foi considerada relevante no processo.

Apoio familiar

Em 58% das escolas participantes do estudo, os pais apoiaram e reforçaram a restrição em casa; 28% demonstraram apoio parcial; 12% relataram apoio com dificuldades; 3% não se posicionaram; e nenhuma instituição citou resistência direta à medida.

Em geral, as instituições avaliaram a política como positiva: para 82%, a lei deve permanecer como está; 17% sugerem ajustes; 1% acredita que é preciso revisão mais profunda; e nenhuma defendeu o fim da restrição.

Informações do Correio do Povo

Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Últimas Notícias