Ao exercer direito de preferência, estatal frustra planos da Brava em assumir participação em dois campos na Bacia de Campos
Com a operação, a estatal voltará a deter 100% de participação nos dois campos, mantendo-se como operadora. A decisão representa um revés para a Brava Energia, que em janeiro havia anunciado um acordo para adquirir esses mesmos ativos da Petronas.
A junior oil via na compra uma oportunidade de aumentar sua produção e reduzir sua alavancagem, incorporando os campos ao portfólio.
Pelo acordo informado pela Petrobras, o pagamento será feito em etapas: US$ 50 milhões na assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e duas parcelas diferidas de US$ 25 milhões cada, pagas após 12 e 24 meses do closing.
Os valores ainda serão ajustados conforme os resultados econômicos gerados pelos ativos desde 1º de julho de 2025, data efetiva considerada na transação. A conclusão da operação depende da aprovação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do cumprimento de outras condições previstas no contrato.
“A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, adiciona flexibilidade decisória na gestão de portfólio da companhia e está em consonância com o seu Plano de Negócios, reforçando o direcionamento estratégico voltado ao segmento de óleo e gás, com disciplina na alocação de capital, resiliência econômica e ambiental, mitigação de riscos e priorização de ativos com maior potencial de geração de valor aos acionistas”, diz o comunicado.
Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III estão localizados na porção sul da Bacia de Campos, em lâminas d’água entre 700 e 1.620 metros, e produzem atualmente cerca de 55 mil barris de óleo por dia, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes.
Informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação







