Na bolsa de Chicago, fundamentos geopolíticos sustentam valorização dos grãos nesta quinta-feira (19)
Os preços dos grãos terminaram a sessão desta quinta-feira (19) em alta na Bolsa de Chicago. O destaque foi para os contratos do milho com vencimento para maio, que subiram 1,64%, a US$ 4,697 por bushel, segundo o monitoramento da Royal Rural.
Entre os principais fundamentos da alta estão os preços do petróleo, influenciados pelo prolongamento da Guerra no Oriente Médio. Esta variável reforça a demanda por etanol. Além do petróleo, a consultoria argentina Granar frisa que o bom desempenho das exportações americanas, que seguem 30% acima do ano passado, também ajudam a manter as cotações do cereal no campo positivo.
Apesar disso, as vendas semanais recuaram na comparação recente, destacou a Granar. Para a safra 2026/27, há expectativa de menor área plantada de milho nos EUA, pressionada pelo custo dos insumos, e queda na produção global.
A soja também encerrou a sessão em alta. Os papéis com vencimento para maio subiram 0,58%, precificados a US$ 11,685 o bushel, conforme o monitoramento da Royal Rural. Esta é a terceira sessão seguida de alta em Chicago, puxada pela farinha, que ganha competitividade nas exportações.
O mercado também aguarda novas decisões sobre o biodiesel nos EUA, o que pode elevar a demanda por óleo de soja.
“Por outro lado, dados fracos de exportação dos EUA limitaram a alta: vendas semanais caíram 35% frente à semana anterior e seguem bem abaixo do ritmo do ano passado. A demanda chinesa continua decepcionando e abaixo das expectativas iniciais”, detalha a Granar.
No campo positivo, os contratos do trigo de mesmo vencimento subiram 0,62% na sessão desta quinta-feira, finalizando o dia a US$ 6,080 por bushel, em um cenário em que os fundos de investimento reavaliam diariamente os impactos — positivos e negativos — do atual contexto geopolítico.
“O ambiente segue marcado por conflitos que afetam tanto importantes regiões importadoras, como o Oriente Médio e países vizinhos, quanto grandes polos exportadores, como Rússia e Ucrânia. Mesmo fora do foco da mídia, os dois países continuam em guerra há mais de quatro anos, e as negociações diplomáticas entraram em compasso de espera diante da escalada recente no Oriente Médio”, explicou a Granar.
Informações da CNN Brasil
Foto: Divulgação







