Competição começa sábado (21) e terá novo formato inspirado na Championship
A Série B do Campeonato Brasileiro chega a 2026 completando 20 anos no formato de pontos corridos, período em que consolidou um modelo com acesso e rebaixamento definidos ao fim da temporada. Ao longo dessas duas décadas, 17 clubes diferentes conquistaram o título, enquanto 39 equipes garantiram vaga na elite do futebol nacional.
Entre os destaques históricos, o Coritiba é o maior campeão da era dos pontos corridos, com três títulos. Já o Corinthians detém a melhor campanha, com 85 pontos. Avaí, Coritiba e Sport aparecem como os clubes que mais vezes conquistaram o acesso nesse formato.
“A Série B tem um papel fundamental no futebol brasileiro. São duas décadas de pontos corridos que ajudaram a consolidar a competição como uma das mais equilibradas e desafiadoras do país. Agora, com as mudanças de formato e a ampliação das transmissões, a tendência é que o torneio se torne ainda mais forte, mais acessível ao torcedor e mais valorizado comercialmente. Para os clubes, isso representa mais visibilidade, novas oportunidades de receita e também uma responsabilidade maior de planejamento esportivo e institucional para competir em um campeonato tão longo e competitivo”, declara Fábio Pizzamiglio, presidente do Juventude.
A edição de 2026 começa neste sábado (21), com a partida entre Ceará e São Bernardo, no Castelão, e marca a adoção de um novo formato inspirado na Championship, segunda divisão da Inglaterra. A principal mudança é a introdução de playoffs: campeão e vice garantem acesso direto, enquanto os times entre a 3ª e a 6ª posição disputam as duas vagas restantes. O rebaixamento segue inalterado.
“O campeonato é muito difícil e equilibrado para todas as equipes. O novo formato da Série B cria um ambiente de disputa permanente e mais equipes terão chances reais de acesso até o fim. Esta nova fórmula também possibilitará grandes jogos nas últimas rodadas. Os clubes também terão uma maior visibilidade nas partidas decisivas da competição”, afirma Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.
A mudança foi aprovada pela maioria dos clubes e teve boa recepção nos bastidores, especialmente entre dirigentes que veem potencial de valorização do torneio. Os playoffs estão previstos para o fim de novembro, encerrando a temporada com confrontos decisivos.
“A Série B sempre foi um dos campeonatos mais competitivos do futebol brasileiro. É um torneio equilibrado e que exige muito planejamento dos clubes, dentro e fora de campo. Ao longo dessas duas décadas de pontos corridos, a competição se consolidou como uma vitrine importante para atletas, profissionais e instituições de todas as regiões do país. A mudança de formato tende a tornar o campeonato ainda mais atrativo, porque amplia as possibilidades de disputa até as rodadas finais e aumenta o nível de emoção para o torcedor. Para os clubes, isso significa um ambiente esportivo ainda mais desafiador, mas também mais valorizado, com jogos decisivos, grande visibilidade e um calendário que exige consistência ao longo de toda a temporada”, pontua Armando Chekerdemian, CEO do Londrina.
“A Série B chega aos 20 anos de pontos corridos consolidada como uma das competições mais equilibradas do país. A adoção dos playoffs nesta edição adiciona um elemento novo de emoção ao campeonato e amplia o interesse do público nas fases decisivas, algo que pode fortalecer ainda mais a visibilidade e o valor da competição”, comenta Adalberto Baptista, presidente do conselho de administração do Botafogo-SP.
“O calendário longo ajuda na melhor experiência de quem acompanha a competição, no descanso dos atletas, na logística e na competitividade”, acrescenta o CEO do Fortaleza, Pedro Martins, que também destacou o projeto do clube: “Tenho certeza que com muito trabalho vamos atingir todos os objetivos do ano”.
Além do novo formato, a Série B de 2026 terá exibição multiplataforma. Os clubes da FFU (Futebol Forte União) fecharam acordos com Disney, RedeTV!, Xsports, Canal GOAT e Sportynet. Por meio da ESPN, a Disney transmitirá todos os 342 jogos da FFU, sendo 228 exclusivos, enquanto os demais canais dividirão três partidas por rodada.
Já Náutico e São Bernardo optaram por negociar de forma independente com a CBF, que fechou acordo com a Globo para transmitir 19 jogos de cada clube como mandante.
“A multiplicidade de detentores dos direitos de transmissão da Série B representa um item importante para a valorização comercial da competição. Com mais plataformas exibindo o campeonato, a tendência é ampliar o alcance dos jogos e possibilitar gerar fontes adicionais de receita para os clubes. Equipes com apelo de torcida regional se veem “acolhidas” nesse novo modelo, permitindo que suas audiências locais se conectem com seus times preferidos”, explica Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados, que completa. “A venda inédita dos direitos de Náutico e São Bernardo para a CBF reforça esse novo modelo de negociação e organização do mercado, além de representar um retorno financeiro relevante às equipes, por conta da maior competição pelos direitos de transmissão que se tem”.
Outro ponto de destaque é a presença de casas de apostas como patrocinadoras máster em mais da metade dos clubes da competição, tendência já observada na Série A.
“O setor das apostas esportivas investe de maneira relevante no futebol nacional, contribuindo para o crescimento de uma grande paixão do povo brasileiro e reduzindo o custo estatal, uma vez que o patrocínio do esporte era liderado pela Caixa Econômica e outros entes públicos antes do advento do fortalecimento das bets no país. As empresas regulamentadas geram empregos, pagam altos impostos e estão presentes em diversas áreas da economia da nação. É imprescindível que as autoridades estejam engajadas no combate aos operadores ilegais, que prejudicam todo o setor e, principalmente, os usuários”, afirma Bernardo Cavalcanti Freire, sócio do Betlaw e consultor jurídico da ANJL.
Entre as marcas presentes está a 1PRA1, patrocinadora máster do Avaí.
“A presença da Série B em diferentes plataformas de transmissão mostra como o campeonato ganhou relevância dentro do ecossistema do futebol brasileiro. Para os patrocinadores, isso significa mais exposição e mais pontos de contato com o público. No caso da 1PRA1, a parceria com o Avaí ganha ainda mais alcance com a ampliação da distribuição dos jogos”, destaca Tiago Grecco, CMO da empresa.
Informações da CNN Brasil
Foto: Mateus Suzin / Coritiba







