Post: Trump suspende restrições ao transporte marítimo de petróleo durante guerra no Oriente Médio

Governo americano busca conter a alta da gasolina provocada pelo conflito

 

O governo do presidente americano, Donald Trump, busca conter a alta da gasolina provocada pela guerra no Oriente Médio e adotou várias medidas paliativas, incluindo a flexibilização de sanções à Venezuela.

Desde os primeiros ataques ao Irã lançados pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, os preços do petróleo bruto dispararam quase 50%. Nos postos de combustíveis dos Estados Unidos, um galão (3,78 litros) custa agora 3,84 dólares (R$ 19,82), contra 2,98 dólares (R$ 15,38) no fim de fevereiro, segundo dados de referência da associação automobilística americana AAA.

A retaliação de Teerã aos ataques paralisou praticamente o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz e afetou as cadeias de abastecimento de energia. Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo passa por essa rota marítima estratégica.

Trump enfrenta um ano crucial, com as eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro. Nesse contexto, o presidente anunciou nesta quarta-feira (18) a decisão de conceder uma isenção de 60 dias à Lei Jones, que data de um século, suspendendo temporariamente a proibição de que embarcações com bandeira estrangeira transportem carga entre portos americanos.

A medida visa mitigar as “disrupções de curto prazo no mercado de petróleo” decorrentes do conflito, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em comunicado. “Essa ação permitirá que recursos vitais como petróleo, gás natural, fertilizantes e carvão circulem livremente pelos portos americanos durante sessenta dias”, explicou.

A lei de 1920 tinha como objetivo promover a construção naval americana, mas críticos afirmam que ela dificulta o livre comércio e eleva os custos para os consumidores.

Separadamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também emitiu nesta quarta-feira uma licença para autorizar determinadas transações entre entidades americanas estabelecidas e a petroleira estatal venezuelana PDVSA. “Essa licença beneficiará tanto os Estados Unidos quanto a Venezuela, ao mesmo tempo em que apoiará o mercado energético global ao aumentar a oferta de petróleo disponível”, disse um porta-voz do Tesouro.

Informações do Correio do Povo e AFP

Foto: Win Mcnamee / Getty Images North America / AFP / CP

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