Post: O abismo social no Brasil

Setenta milhões de pessoas sobrevivem com um salário mínimo por mês. Mais de nove milhões de pessoas vivem em áreas de risco e moradias precárias. Quase 16 milhões dependem de transporte público. Mais da metade dos brasileiro depende do SUS. Muita gente espera anos por uma cirurgia, diante da demora muitos acabam morrendo. A taxa de analfabetismo é de 5%. Nossas escolas públicas deixam a desejar. O Brasil é uma máquina de produzir analfabetos funcionais. Temo pela próxima geração. Boa parte da minha vida, estudei em escola pública e não me arrependo. Hoje, não colocaria minhas filhas em escola pública. Infelizmente, nos últimos 40 anos a decadência do serviço público é evidente. Do outro lado do abismo, existe uma casta de privilegiados onde nunca faltou dinheiro. Pelo contrário, só aumenta. E que deveria deter a farra com o dinheiro público ignora o problema. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) numa atitude corporativista faz vistas grossas ao famigerado penduricalho. Ou seja, o órgão fiscalizador do Judiciário deu aval para que os magistrados possam descumprir a lei. A lei do teto determina que nenhum servidor público tenha vencimentos acima do subsídio de ministro do STF que é de R$46.366,19. Mas graças ao jeitinho brasileiro, funcionários públicos de carreiras jurídicas (principalmente juízes, desembargadores, e promotores) acumulam vantagens extra-teto que elevam seus vencimentos acima de R$1 milhão em apenas um mês. Estudo do instituto Transparência Brasil revela que 99% dos membros do judiciário recebem acima do teto. Outro levantamento, mostra que o gasto com penduricalhos passou de R$1 bilhão em um ano. O caso do TCE de Pernambuco é igualmente chocante e revelador sobre a farra: conselheiros empossados em 2023 já receberam R$831 mil em licença-prêmio, sendo que esse penduricalho só é concedido depois de cinco anos de trabalho. Esses são exemplos claros do abismo social que temos no Brasil.

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