Um mês antes da eleição de 2016 nos Estados Unidos que opôs Hillary Clinton e Donald Trump, a campanha republicana estava sem rumo e praticamente perdida. Diante de uma derrota certa, o partido Republicano convocou o jornalista Steve Bannon, fundador e diretor do site de extrema direita, notório por publicar teorias da conspiração Breitbart para coordenar a campanha e tirar o candidato do fundo do poço. Bannon conseguiu, transformou um candidato que estava prestes a perder a eleição em presidente da maior democracia do mundo. Na Casa Branca, Trump premiou Bannon com o cargo de assessor especial do presidente. Divergências constantes com o chefe de gabinete e militar da reserva John Kelly, fizeram Bannon deixar o governo. Fora da Casa Branca assumiu outro papel, o de difundir ideias, populistas e ultraconservadoras criando uma rede mundial. Ele criou uma organização chamada The Movement. Seu alvo principal era a União Européia. Figuras como Matteo Salvini (Itália) , Viktor Orbán (Hungria) , Marine Le Pen (França) , Nigel Farage (Inglaterra), integrantes da AFD (Alemanha), a família Bolsonaro e, claro, Trump aderiram à ideia. A organização estava baseada em Bruxelas, não prosperou porque teve dificuldade em arrecadar recursos. Muitos empresários de direita e potenciais doadores viram aquilo como uma aventura golpista. Sem recursos, The Movement definhou e terminou em 2019. Mas as ideias não. Tendo Trump como exemplo, todos seguiram adotando o mesmo estilo protecionista de Trump tendo o slogan Make America Great Again (MAGA) como um mantra. O abalo começou nesse ano. Orbán não se elegeu, Flávio Bolsonaro idem, Nigel Farage é visto como uma figura excêntrica e não prospera na política britânica. Ele é inclusive odiado por mais de 70 % dos britânicos por ter liderado o movimento em favor do Brexit em 2016. A pá de cal no nacionalismo foi dada nessa semana nos Estados Unidos. Os eleitores americanos disseram não ao populismo nacionalista. O estatístico Nate Silver, comparou os resultados de seis eleições de meio de mandato dos últimos quarenta anos e disse que agora se trata do “fim da Era Trump".
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O fim da Era Trump
Um mês antes da eleição de 2016 nos Estados Unidos que opôs Hillary Clinton e Donald Trump, a campanha republicana estava sem rumo e praticamente perdida. Diante de uma derrota certa, o partido Republicano convocou o jornalista Steve Bannon, fundador e diretor do site de…




