Post: Parceria entre Medicina Veterinária da UCS e ONG reabilita cavalos abandonados no Rio Grande do Sul

A vocação comunitária da Universidade de Caxias do Sul vai muito além da Serra Gaúcha.

Desde 2020, o curso de Medicina Veterinária mantém uma parceria com o Santuário Pé de Chulé, de Porto Alegre, ONG que abriga e reabilita equinos abandonados e em situação de vulnerabilidade de diversas regiões do Estado.

A critério do Santuário, os animais são encaminhados para atendimento na Clínica de Grandes Animais do curso. Até o momento, foram tratados 29 cavalos.

O coordenador do curso, Leandro do Monte Ribas, explica que os equinos atendidos geralmente chegam em estado de caquexia – magreza, desidratação, feridas ou tumores na pele -, entre outros problemas.

Para a UCS, além de poder colaborar em iniciativas fundamentais, como a organizada pelo Santuário Pé de Chulé, a parceria também representa uma oportunidade de enriquecer o aprendizado dos acadêmicos.

“Eles têm contato com esse tipo de realidade, o trato de cavalos que passam por situações de maus-tratos. Por muitas vezes isso não está no livro, geralmente não está dentro da sala de aula”, explica.

Todos os animais tratados na UCS retornam ao Santuário após o término dos procedimentos ou finalizam o tratamento em Porto Alegre.

A entidade conta com uma médica-veterinária que consegue proporcionar cuidados que não requerem grandes intervenções. Ao longo da parceria, alguns casos resultaram na adoção responsável de equinos na Serra Gaúcha.

A vice-presidente da ONG, Ana Sena, enaltece a importância da parceria com a UCS para auxiliar nas demandas envolvendo os animais.

“Sabemos da capacidade e da eficácia da equipe da Universidade. Foram ofertadas à ONG ações de baixo custo e, como temos uma demanda alta, isso nos auxilia bastante. Além disso, os estudantes conseguem aprender”, analisa.

Santuário Pé de Chulé

Criado em 2015, o Santuário Pé de Chulé está localizado no bairro Lami, no extremo sul de Porto Alegre. O propósito principal é o acolhimento de cavalos em diferentes situações de vulnerabilidade.

Entretanto, o espaço também abriga outras espécies. Atualmente, o local conta com 64 cavalos, além de bois, porcos, aves, gatos e cachorros. Muitos desses animais foram acolhidos durante as enchentes que atingiram o Estado em 2024. No total, o Santuário abriga 200 animais.

Ana explica que a prioridade dada aos cavalos ocorre porque eles têm pouca visibilidade.

“As pessoas não sabem que o atendimento para eles precisa ser para ontem. A comoção costuma acontecer quando ele deita. Nesse momento, se o auxílio não for rápido, o animal perde a vida.”

Cerca de 80% dos cavalos abrigados são considerados idosos. Muitos deles não possuem dentes. Por essas e outras necessidades, precisam de alimentação especial. O custo mensal das atividades gira em torno de R$ 90 mil.

Para colaborar com o custeio, o Santuário Pé de Chulé busca apoio de empresas por meio do apadrinhamento. Também é possível contribuir por meio da chave Pix pedechuleong@gmail.com.

 

Foto: Arquivo

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