Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, é alvo de mandado de busca e apreensão
A PF (Polícia Federal) faz uma operação, na manhã desta quarta-feira (25), contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.
São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, 14 pessoas foram presas.
Entre os alvos de busca estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o empresário Luiz Rubini, ex-sócio da empresa.
Desde o início de fevereiro, o Fictor é investigado pela Polícia Federal pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário e por operar instituição financeira sem autorização. O grupo tentou comprar o Banco Master no fim de 2025.
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. O grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.
A CNN Brasil apurou que os prejuízos milionários foram não só à Caixa, mas a diversas instituições financeiras, dentre elas Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A reportagem entrou em contato com os bancos e aguarda um retorno.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Informações da CNN Brasil
Foto: PFSP/Divulgação







