Porto Alegre registrou, em dezembro, a quinta cesta básica mais cara do Brasil, com custo médio de R$ 784,22. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A capital gaúcha ficou atrás apenas de São Paulo, que lidera o ranking com R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Entre os principais itens da cesta, a carne bovina de primeira apresentou alta em 25 das 27 capitais entre novembro e dezembro de 2025, impulsionada pelo aumento da demanda interna e externa e pela oferta restrita. Já a batata teve queda em Porto Alegre, mas subiu de forma expressiva em outras capitais do Centro-Sul, reflexo das chuvas e do encerramento da colheita. O preço do leite integral, por sua vez, recuou na maioria das cidades, favorecido pela maior oferta no mercado interno.
O estudo também aponta impacto significativo da cesta básica sobre o orçamento das famílias. Em dezembro de 2025, o trabalhador que recebe salário mínimo comprometeu, em média, 48,49% da renda líquida para adquirir os alimentos básicos. O tempo médio de trabalho necessário para comprar a cesta foi de 98 horas e 41 minutos, ligeiramente acima do registrado no mês anterior.
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