Post: Prefeitura de Farroupilha cobra da Corsan/Aegea segurança em barragens e garantia no abastecimento

Município protocolou ofício junto à concessionária e à AGERGS exigindo plano de ação contra furtos e ocupações irregulares

 

A Prefeitura de Farroupilha formalizou um pedido de providências imediatas à Corsan/Aegea e à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (AGERGS). O documento foca na urgência de melhorias na segurança das barragens e na infraestrutura de abastecimento, severamente afetadas por episódios recentes de criminalidade.

O principal motivador da medida são os recorrentes furtos de cabos e equipamentos nas estruturas das barragens. Esses crimes têm causado interrupções frequentes e instabilidade no fornecimento de água, gerando transtornos diretos à rotina da comunidade farroupilhense.

O Secretário de Gestão e Governo, Thiago Galvan, destaca a necessidade de uma postura mais proativa por parte da concessionária.

“Não podemos permitir que o cidadão seja penalizado pela vulnerabilidade das instalações. Estamos solicitando um Plano de Segurança estruturado, que inclua vigilância 24 horas e monitoramento eletrônico. É fundamental que a Corsan/Aegea apresente estratégias eficazes para mitigar riscos operacionais e garantir que o serviço essencial não seja interrompido por falta de proteção patrimonial”, afirma o Secretário.

Além da questão dos furtos, o ofício aponta a existência de ocupações irregulares e invasões nas áreas das barragens. A situação é considerada crítica pela Administração Municipal, pois compromete a segurança das estruturas e gera riscos sanitários e ambientais, dificultando a operação adequada de todo o sistema de abastecimento.

No documento enviado à AGERGS, a Prefeitura reforça que já existiam tratativas anteriores, registradas em minutas de convênio desde 2019, para o reassentamento de famílias nessas áreas. O registro demonstra que a concessionária tem plena ciência do problema e das necessidades sociais e estruturais envolvidas, o que reforça a urgência de uma atuação efetiva sob fiscalização da agência reguladora.

O Município requer agora que a AGERGS notifique a Corsan/Aegea para a apresentação imediata de um cronograma de ações. O pedido inclui a avaliação de responsabilidades por falhas na continuidade do serviço e o envio de uma resposta formal à prefeitura detalhando as medidas que serão adotadas para proteger as áreas operacionais e garantir a regularidade da água nas torneiras da população.

Foto: Divulgação

Últimas Notícias