O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra países europeus ao afirmar, nesta segunda-feira (19), que a Dinamarca falhou em conter o que chamou de “ameaça russa” na Groenlândia. Segundo ele, “agora é a hora” de os EUA assumirem o controle do território, considerado estratégico para a implantação do chamado Domo de Ouro, escudo antimísseis que o republicano pretende construir para proteger o país.
Trump tem defendido publicamente a anexação da Groenlândia desde o início de seu segundo mandato, há um ano. Embora os Estados Unidos já mantenham uma base militar na ilha, a presença americana foi reduzida nas últimas décadas. As declarações recentes do presidente provocaram reação imediata na Europa: Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas ao território na última quinta-feira (15), em demonstração de apoio à Dinamarca.
No sábado (17), Trump anunciou que aplicará tarifas comerciais como forma de pressão política. A partir de 1º de fevereiro de 2026, oito países europeus — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia — estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias exportadas aos Estados Unidos. Em 1º de junho do mesmo ano, a taxa subiria para 25%, caso haja oposição aos planos americanos.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que as tarifas permanecerão em vigor “até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”. De acordo com a agência Reuters, em carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, Trump declarou que não se sente mais obrigado a agir “puramente em nome da paz”, embora a considere predominante.
O premiê norueguês reagiu, classificando como inaceitável o uso de tarifas e ameaças comerciais relacionadas à Groenlândia, reforçando a rejeição europeia à postura adotada pelo governo americano.
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