Post: Vacinação contra a pólio ganha novo reforço e Sociedade de Pediatria do RS orienta famílias a manterem calendário em dia

A atualização do calendário nacional de vacinação contra a poliomielite reforça um alerta essencial para famílias e profissionais da saúde: a proteção contra a paralisia infantil depende da manutenção das doses em dia.

A partir de 03 de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) voltará a oferecer uma segunda dose de reforço contra a pólio para crianças de quatro anos, agora exclusivamente com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), conforme orientação do Ministério da Saúde.

Com a mudança, o esquema do Programa Nacional de Imunizações (PNI) passa a contemplar as doses aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida, o primeiro reforço aos 15 meses e a dose adicional aos quatro anos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), no entanto, mantiveram a recomendação do segundo reforço da VIP entre 4 e 6 anos durante o período em que essa dose esteve suspensa no calendário do Ministério da Saúde.

A orientação das entidades pediátricas permanece para a faixa dos 4 aos 6 anos, enquanto o PNI estabelece o reforço aos 4 anos. A SPRS destaca que a medida é importante para prolongar a proteção individual e fortalecer a barreira coletiva contra o poliovírus, especialmente em um cenário no qual a queda das coberturas vacinais segue sendo motivo de preocupação.

“A poliomielite está eliminada no Brasil, mas não pode ser tratada como um problema do passado. Enquanto o vírus circular em qualquer região do mundo e houver crianças não vacinadas, existe risco de reintrodução. Por isso, a orientação é que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação e procurem a imunização”, afirma o médico pediatra, membro do Comitê de Imunizações da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Juarez Cunha.

A entidade reforça que a vacina é a principal estratégia de prevenção contra a poliomielite, doença que pode causar paralisia permanente e, em casos graves, levar a complicações respiratórias.

A SPRS orienta os pediatras a aproveitarem consultas de rotina para revisar a situação vacinal das crianças, esclarecer dúvidas das famílias e reforçar que atrasos no calendário devem ser corrigidos o quanto antes.

 

Foto: Divulgação

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