A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina na final, com um gol de Ferran Torres na prorrogação.
Com o triunfo, a seleção espanhola tornou-se a primeira equipe a levantar a taça do torneio no masculino e no feminino, no mesmo ciclo.
Além disso, também passou a ser a atual campeã Olímpica, mundial e europeia no futebol masculino.
Esse feito, por si só, já reúne diversos recordes individuais e coletivos que refletem o alto nível do futebol espanhol no século XXI.
Nos últimos 18 anos, a seleção masculina conquistou três títulos da Eurocopa (2008, 2012 e 2024), duas Copas do Mundo (2010 e 2026), a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e a Liga das Nações da UEFA de 2023.
Espanha é a 1ª seleção a ser simultaneamente campeã mundial no masculino e no feminino
A Espanha se tornou a primeira seleção a ser, ao mesmo tempo, campeã mundial no futebol masculino e feminino.
A seleção feminina conquistou o título da Copa do Mundo em 2023 ao derrotar a Inglaterra na final, com um gol de Olga Carmona.
Na ocasião, a Espanha se juntou à Alemanha como os únicos países a conquistar a Copa do Mundo tanto no masculino quanto no feminino.
Com a vitória no Mundial de 2026, porém, a seleção espanhola alcançou um feito inédito: nenhuma outra seleção havia sido, simultaneamente, campeã mundial nas duas categorias.
A primeira seleção campeã Olímpica e mundial em 88 anos
Ao longo da história do futebol, apenas seis países conquistaram os títulos Olímpico e mundial no masculino: além da Espanha, Uruguai, Itália, França, Argentina e Brasil também alcançaram esse feito.
Dessas seleções, apenas duas haviam vencido as duas competições de forma consecutiva: o Uruguai, campeão Olímpico em Amsterdã 1928 e campeão mundial em 1930, e a Itália, bicampeã mundial em 1934 e 1938, com o ouro Olímpico conquistado entre os dois títulos, nos Jogos de Berlim 1936.
Com isso, a Espanha tornou-se a primeira seleção em 88 anos a conquistar, de forma consecutiva, os títulos olímpico (Paris 2024) e mundial (2026).
Cinco jogadores espanhóis participaram das duas campanhas vitoriosas: Pau Cubarsí, Álex Baena, Eric García, Marc Pubill e Joan García.
Álex Baena conquista a “tríplice coroa”
Os recentes títulos da seleção espanhola de futebol masculino têm um protagonista em comum: Álex Baena. O meio-campista se tornou o primeiro jogador da história a conquistar os títulos Olímpico, europeu e mundial, feito alcançado em apenas dois anos.
Baena e Fermín López foram os únicos espanhóis a vencer a Eurocopa e a medalha de ouro Olímpica em 2024. No entanto, Fermín ficou fora da Copa do Mundo de 2026 devido a uma lesão sofrida na reta final da temporada.
Os únicos jogadores a alcançar algo semelhante foram Lionel Messi e Ángel Di María, mas, no caso da dupla argentina, houve um intervalo de mais de uma década entre a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Beijing 2008 e as conquistas da Copa América (2021 e 2024) e da Copa do Mundo (2022).
Espanha estabelece novo recorde de jogos de invencibilidade
Com a vitória sobre a Argentina na final, a seleção espanhola bateu o recorde de maior sequência invicta no futebol internacional.
A última derrota da Espanha aconteceu em março de 2024, quando perdeu por 1 a 0 para a Colômbia em um amistoso, com gol de Daniel Muñoz.
A partida também marcou a estreia de Pau Cubarsí pela seleção principal — defensor que viria a desempenhar papel fundamental na campanha do título mundial de 2026.
Desde então, a equipe soma 29 vitórias e nove empates. Embora a Espanha tenha perdido a final da Liga das Nações para Portugal nos pênaltis, partidas decididas nas penalidades são contabilizadas como empates para esse tipo de estatística.
O recorde anterior pertencia à Itália, que permaneceu 37 jogos invicta entre 2018 e 2021. Durante essa sequência, conquistou a Eurocopa de 2020, até ser derrotada justamente pela Espanha na semifinal da Liga das Nações.
Recorde de menor número de gols sofridos por uma campeã mundial
Um dos pilares da campanha da Espanha rumo ao título da Copa do Mundo foi a consistência defensiva.
Embora jogadores como Rodri, Pau Cubarsí e Aymeric Laporte tenham sido fundamentais, o desempenho foi resultado de um trabalho coletivo, iniciado na pressão exercida pelos atacantes e concluído com segurança no gol.
Com isso, a Espanha tornou-se a seleção que menos sofreu gols para conquistar uma Copa do Mundo: apenas um, sofrido nas quartas de final diante da Bélgica.
O recorde anterior pertencia à França, campeã em 1998, e à Itália, vencedora em 2006, que sofreram apenas dois gols durante suas campanhas.
O feito ganha ainda mais relevância porque a seleção espanhola disputou um jogo a mais. Com a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções, o torneio passou a contar com a fase de 16avos de final.
Recorde de minutos sem sofrer gols
A solidez defensiva também levou a Espanha a outro recorde nesta Copa do Mundo: a maior sequência de minutos sem sofrer gols.
Desde o gol marcado por Ao Tanaka, do Japão, na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo do Catar 2022, até o gol de Charles De Ketelaere, da Bélgica, nas quartas de final do Mundial de 2026, o goleiro Unai Simón permaneceu 650 minutos sem ser vazado.
O recorde anterior pertencia ao italiano Walter Zenga, que ficou 517 minutos sem sofrer gols em Copas do Mundo.
Além disso, Simón tornou-se o primeiro goleiro da história a terminar sete partidas de uma mesma Copa do Mundo sem ser vazado.
O recorde anterior era de cinco jogos com a meta intacta, marca alcançada por sete goleiros diferentes. O último deles havia sido justamente Iker Casillas, na campanha da Espanha rumo ao título da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Informações do Portal Olympics
Foto: 2026 Getty Images




