Companheiro de Daiane Rosa Zastrow foi detido em Sapucaia do Sul
O suspeito de assassinar Daiane Rosa Zastrow, 39 anos, em Esteio, foi preso preventivamente. Conforme a Brigada Militar, uma guarnição do 33º BPM deteve o homem de 61 anos em Sapucaia do Sul, na noite dessa quinta-feira. Ele era procurado há dois dias, quando fugiu após o crime, registrado como 23º feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026.
A prisão do fugitivo ocorreu na rua Esmeralda, no bairro Pasqualini, por volta das 19h10min. Uma viatura foi enviada ao local após denúncia anônima no telefone 190, indicando que o sujeito vagava a pé na região.
“Estávamos na busca incessante por esse feminicida. Foi um excelente trabalho da nossa equipe”, pontuou o comandante do 33º BPM, tenente-coronel Marcelo Fernandes.
O crime ocorreu dentro de um imóvel na Travessa 40, na Vila CDD, no bairro Primavera, em Esteio. A mulher foi assassinada por volta das 4h50min, mas teve o corpo encontrado pelas 9h50min, sobre uma cama, quando vizinhos entraram no imóvel. Ela tinha perfurações de faca no peito.
De acordo com o comandante do 34º BPM, tenente-coronel Leandro Bastos, à frente do policiamento em Esteio, fazer essa captura era prioridade da tropa. “Imediatamente após o ocorrido, todos os esforços foram concentrados na localização do criminoso”, disse.
Carlos Eduardo Zastrow, irmão da vítima, afirmou que o casal tinha quase 20 anos de relacionamento e cinco filhos, sendo apenas dois maiores de idade. A história da dupla foi marcada por violência doméstica e separações.
“Minha irmã era agredida constantemente. Sempre aparecia com hematomas e cortes. Nós insistíamos para ela deixar esse homem, o que até acontecia, mas o relacionamento acabava sendo retomado após algum tempo. Esperamos que a justiça seja feita. Agora nossa família terá paz”, desabafou Carlos Eduardo.
O suspeito já somava antecedentes por homicídio doloso, lesão corporal, furto, tráfico de drogas, posse ilegal de armas, receptação, estupro e desobediência, entre outros delitos. Ele e a vítima ainda seriam dependentes químicos.
Vítima descartou Patrulha Maria da Penha
Daiane Rosa Zastrow tinha solicitado Medida Protetiva de Urgência (MPU) em 26 de fevereiro. Na data, registrou que moraria na casa da irmã, mas não quis fazer representação criminal, descartando também o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha. Ela teria retomado a relação com o agressor nos últimos dias.
Há três anos, a mulher já havia pedido essa mesma medida, novamente reatando o caso pouco depois. A casa onde a vítima morreu é propriedade do irmão dela, mas ela não morava ali, apenas passava a noite, esporadicamente. Vivia parte do tempo em situação de vulnerabilidade, por ruas de Esteio e Sapucaia do Sul.
Informações do Correio do Povo
Foto: Marcel Horowitz / Especial / CP







