Durante séculos, o Oriente teve predominância mundial. No século XV, o Ocidente era dominado por bárbaros, território de batalhas, enquanto na China, a dinastia Ming estava em pleno desenvolvimento. No Oriente Médio, em 1453, os Otomanos tomaram a Constantinopla, (hoje Istambul). Na época era impensável que um dia o mundo ocidental fosse superior ao Oriental. Mas isso começou a acontecer com a revolução industrial na Europa, a urbanização das cidades que ofereceram melhores condições sanitárias. Ao mesmo tempo, o regime maoista isolava a China do mundo. Fechou portos e a produção local foi diretamente prejudicada bem como a entrada de produtos estrangeiros, que o ditador considerava nocivos à economia. Nos anos 30 do século passado, Mao se aliou à Stalin e trocou produção agrícola por tecnologia militar. Dizimou a população, promoveu o expurgo de intelectuais. A evolução de séculos da China foi destruída em poucos anos. Com a morte de Mao, o partido comunista percebeu que havia perdido terreno para o Ocidente. Correu para modernizar sua indústria, aumentar a produção, ampliar seu poderio militar , investir em estrutura e baratear o processo produtivo com mão de obra muito mais barata do que no outro lado. Vendo isso e percebendo a oportunidade, empresas americanas, principalmente as montadoras de veículos, base da economia de cidades como Detroit, transferiram suas plantas fabris para a Ásia. De uma hora para outra, milhares de trabalhadores ficaram desempregados e a economia encolheu. Na depressão industrial americana, em 2016, surge um outsider da política com o slogan “Make America Great Again”. A ideologia MAGA cativou muitos eleitores desacreditados com a política tradicional. Trump se elegeu para o mandato de 2017 a 2001. Com sua derrota, os eleitores republicanos se sentiram órfãos e deram o troco quatro anos depois, reconduzindo Trump ao cargo. Ele entrega o discurso que seus eleitores querem ouvir: é a favor dos combustíveis fósseis, contra medidas de restrição de poluição em nome do desenvolvimento. Afinal, os Estados Unidos não podem ter sua hegemonia ameaçada pela China. Daí a disputa entre Trump e Xi Jinping. Agora a disputa é por tecnologia, inteligência artificial, território, armas , criptomoedas, informação. Nenhum dos dois está interessado no fortalecimento da ONU. Pelo contrário, para eles as Nações Unidas são um estorvo. Os dois querem mesmo a hegemonia mundial. E de preferência sem interferências de outras nações.




