Se quiser ser presidente, Flávio Bolsonaro precisa ser mais cuidadoso com as palavras. Na segunda-feira, ele disse que se eleito vai mudar a Constituição. O brasileiro ficou sem entender o que ele realmente quis dizer. A oposição aproveitou a onda e espalhou que ele, se eleito, vai fazer como Getúlio Vargas que, em 1937, rasgou a Constituição e deu o golpe dentro do golpe. Diante da repercussão negativa, no dia seguinte, Flávio recuou e disse que se referia ao STF e à reeleição. Para fazer qualquer mudança na Carta Magna é preciso apresentar uma PEC. Essa proposta precisa passar pelo Congresso. O cenário hoje é favorável a qualquer aprovação, mas tem um grande porém: o Congresso é dominado pelo “Centrão” , aquele conjunto de partidos fisiologistas que age de acordo com sua comodidade. Ele bem que podia apresentar uma PEC obrigando o governo a destinar mais dinheiro para áreas importantes como saúde, segurança e educação. De onde viria esse dinheiro? Do Fundo Eleitoral, que neste ano foi de R$4,9 bilhões para gastos em campanha eleitoral.




