Post: A eleição dos recordes

A eleição de 2026 vai ser marcada por recordes. São dois: 1- gasto de dinheiro público 2- rejeição.
Comecemos pelo gasto: o Fundo Eleitoral, conhecido como “ fundão” , é de R$4,9 bilhões. Nunca se gastou tanto dinheiro em campanha. Detalhe: isso é dinheiro público. Dinheiro que poderia ser usado para construção de escolas, hospitais, pavimentação de estradas e reforço policial. Mas não, a prioridade dos deputados federais é a eleição. Afinal, foram eles que aprovaram o fundão. Essa excrescência da política foi criada em 2017, na esteira da repercussão da Lava Jato, para impedir que candidatos fossem financiados por empresas. A solução encontrada foi criar um fundo público para financiar campanhas . Em vez de empresas, quem financia somos nós que pagamos impostos, que usamos transporte público, que enfrentamos filas em hospitais, que vemos nossas escolas públicas em decadência , que enfrentamos estradas esburacadas.
Outro recorde é o de rejeição. Cinquenta e quatro por cento não querem Lula, outros 58% não querem Flávio. O outro recorde tinha sido alcançado na eleição presidencial passada, em 2022, quando Jair Bolsonaro tinha 52% e Lula 39%. Você não ouviu esses dados nos programas eleitorais. A eles não interessa que você saiba. Esses são nossos políticos em 2026.

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