Foto Roberto Hunoff
Com quatro décadas de atividades, completadas em julho, a Biamar está investindo em torno de R$ 24 milhões na ampliação e modernização da planta fabril localizada em Farroupilha. Na incorporação de mais 28 novos teares ao parque, já formado por 120 unidades, todas de origem japonesa, o aporte é de R$ 9 milhões. No total, serão 138 equipamentos, pois haverá substituição de alguns.
O valor de R$ 15 milhões se destina à infraestrutura. Dentre outras medidas, a empresa prepara a expansão de mais 2 mil metros quadrados na sede, que hoje soma 22 mil metros quadrados, dos quais 5 mil destinados à loja, que atende a cerca de 7 mil clientes ativos, exclusivamente varejistas. Em torno de 90% das compras são feitas presencialmente na loja.
Com a nova estrutura, a expectativa é elevar em cerca de 10% a produção atual de 750 mil peças por ano. A malharia processa anualmente em torno de 350 a 400 toneladas de fios de fibras naturais e sintéticas, sendo 70% importadas, incluindo algodão, alpaca, modal, lã, viscose, linho, mohair e poliamida.
A Biamar concentra 70% das vendas em clientes sediados no Rio Grande do Sul. Santa Catarina absorve 20% e o restante segue para diferentes estados. O modelo de negócio da empresa é da pronta-entrega, sustentado no desenvolvimento permanente de coleções. Ao ano, são criados em torno de 800 modelos.
Toda a linha de produção é automatizada, com acompanhamento em tempo real, e índice de eficiência de 92% das máquinas. São 500 empregos diretos, sendo 83% ocupados por mulheres, que também respondem por 61% das lideranças. Há mais 100 postos indiretos por meio da terceirização de alguns serviços, como de tinturaria. Com a ampliação, a expectativa é de mais 50 vagas diretas. A meta da empresa de aumentar a receita deste ano em cerca de 20% está se confirmando.
Associados expõem prioridades para o próximo biênio da Microempa

Foto Alexandre Tolotti, Microempa, Divulgação
A Associação das Empresas de Micro, Pequeno e Médio Porte do Estado do Rio Grande do Sul (Microempa) está concluindo a revisão do planejamento estratégico para o biênio 2027-2028 com uma mudança na forma de construir o futuro da entidade. Os associados têm participação direta no processo de definição das prioridades que deverão orientar a atuação nos próximos dois anos.
Iniciado em julho, o trabalho chegará à etapa final em novembro, após um período de construção e escuta. A condução do processo está sob responsabilidade do vice-presidente Vinícius Valer, com a participação dos diretores Florencia Nietto e Felipe Zardin.
O objetivo é ampliar a pluralidade de perspectivas e fazer com que o planejamento reflita não apenas a visão da gestão, mas também as necessidades e expectativas de quem está diretamente ligado à entidade. As sugestões levantadas nas diferentes etapas serão agora analisadas e validadas pelo Comitê de Planejamento Estratégico. A apresentação do novo documento está programada para novembro. A Microempa reúne cerca de 3 mil associados, mais de 300 nucleados e parceiros de gestão.
Rands firma parceria com multinacional francesa

Foto Júlia Eulâmpio, Divulgação
A vertical de soluções financeiras da Randoncorp amplia a presença no agronegócio ao firmar parceria com a KUHN do Brasil, multinacional francesa e uma das líderes mundiais na fabricação de implementos e máquinas agrícolas. Com o acordo, a Rands passa a administrar a KUHN Consórcio e amplia o portfólio de marcas e soluções voltadas ao setor. Já o grupo francês se consolida ainda mais em solo nacional, onde está presente em todas as regiões com suporte técnico, peças originais e proximidade com o agricultor. A oficialização da parceria ocorreu durante a Expointer, em Esteio.
Por meio da parceria, a KUHN passa a contar com uma operação exclusiva de consórcios administrada pela Rands, por meio de um modelo de marca própria. A solução possibilita que clientes da fabricante tenham acesso a uma alternativa de aquisição planejada para máquinas e equipamentos agrícolas. Assim, favorece investimentos de médio e longo prazo e contribui para a modernização das atividades no campo.
Presente em diversos países e com quase 200 anos de história, a KUHN é reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de tecnologias que promovem produtividade, eficiência e sustentabilidade no campo. Com um portfólio que abrange desde o preparo do solo, plantio, pulverização, adubação e manejo de pastagens até a fenação, pecuária e tecnologia de precisão, a marca atende do pequeno produtor familiar aos grandes grupos do agronegócio.
Sorvelândia protocola pedido de recuperação judicial

Foto Sorvelândia, Divulgação
Com mais de cinco décadas de atuação, a Sorvelândia, tradicional fabricante de sorvetes de Caxias do Sul, protocolou um pedido de recuperação judicial na Vara Regional Empresarial. A medida busca viabilizar a reestruturação do passivo da empresa, preservando a atividade produtiva, os empregos, as relações com fornecedores e clientes e a continuidade das operações.
O processo é conduzido pela advogada Aline Ribeiro, responsável pela estratégia jurídica de recuperação judicial. O pedido havia sido apresentado à Vara Regional Empresarial após uma tutela cautelar antecedente destinada a resguardar a operação enquanto era preparada a documentação necessária ao procedimento recuperacional.
O valor atualmente apurado dos créditos sujeitos à recuperação judicial é de R$ 13,4 milhões. Já o passivo declarado nas demonstrações contábeis da companhia, abrangendo obrigações de diferentes naturezas, inclusive aquelas que não necessariamente estão sujeitas aos efeitos da recuperação judicial, alcança aproximadamente R$ 80 milhões.
De acordo com as informações apresentadas no processo, a crise econômico-financeira decorreu da sobreposição de uma série de fatores nos últimos anos. Entre eles, o acirramento da concorrência no setor, a redução das margens comerciais, a forte sazonalidade característica do mercado de sorvetes, os efeitos econômicos da pandemia, o encarecimento do crédito, a elevação das taxas de juros e o aumento dos custos de matérias-primas, embalagens, energia elétrica e logística refrigerada.
Em determinados períodos, segundo a documentação apresentada, alguns insumos e embalagens plásticas chegaram a registrar elevação aproximada de 70%, sem possibilidade de repasse integral aos consumidores, diante da necessidade de preservação da competitividade. Um dos principais fundamentos apresentados no pedido é que a Sorvelândia permanece operacional e economicamente aproveitável, apesar da restrição de liquidez.




