O desvio de dinheiro público e servidores que tomam decisões motivados por dinheiro de terceiros é corrupção. Esse é um dos principais problemas do Brasil e do brasileiro. No entanto, pouco ou nada se ouviu dos candidatos que querem governar o país. E o motivo é simples e decepcionante: os dois têm telhado de vidro. Lula tem o filho investigado pelo escândalo do INSS e por suspeita de tráfico de influência no governo. Flávio pediu dinheiro para Vorcaro pagar o filme sobre o pai. Então, temos dois candidatos à presidência que evitam falar sobre um dos principais problemas do país. O Brasil ocupa a vexatória posição 107 entre 182 países no ranking da corrupção da organização Transparência Internacional. Numa escala de 0 a 100, o país soma 35 pontos. O valor desviado pela corrupção é imensurável, pois a prática implica também no que deixa de acontecer. A corrupção mina a concorrência numa obra pública, por exemplo. E ela cria uma percepção de que as regras não valem para todos. Nesse ambiente tóxico, ser honesto passa a ser um sinal de ingenuidade. A corrupção asfixia a confiança. O cidadão que não é político deve pensar: se eles não respeitam as regras porque eu deveria?
Como se não bastasse, temos um STF comprometido com o maior escândalo bancário da história. Um sistema de previdência que assaltou pensionistas. São pessoas que trabalham a vida inteira para ter uma vida digna ao se aposentar. Essa dinheirama foi saqueada por gananciosos que compraram carros de luxo e custearam suas viagens de primeira classe para a Europa. Dito isso, não surpreende o índice de indecisos ser tão alto. Pesquisa Quaest apontou alta de quem não quer um nem outro: 14% de indecisos. Na pesquisa anterior, esse índice era de 7%. A 48 horas da eleição que define o futuro no país, temos dois candidatos que tiveram todo o cuidado possível para tocar nesse assunto.

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