Post: Dia dos Namorados: vinhos e frios ficam mais baratos, mas chocolates encarecem a celebração

Levantamento exclusivo da Neogrid mostra queda nos preços de vinhos importados e finos, salame e pastrami — enquanto chocolates acumulam alta de até 15% em 12 meses

 

Quem planeja comemorar o Dia dos Namorados com vinho, tábua de queijos e frios e uma boa seleção de chocolates vai encontrar um cenário misto nas prateleiras dos supermercados e atacarejos brasileiros.

É o que mostra um levantamento da exclusivo da Neogrid, empresa de tecnologia para cadeia de suprimentos, com base no monitoramento de preços médios por quilograma em redes dos canais super e hipermercados, pequenos varejos e atacarejos, comparando junho de 2025 — mês do Dia dos Namorados do ano passado — com maio de 2026, dado mais recente disponível.

Cesta do Dia dos Namorados ficou 1.8% mais cara em 2026 

Montar a cesta perfeita para o Dia dos Namorados — vinho, tábua de queijos e frios e uma seleção de chocolates — ficou mais caro em 2026. De acordo com levantamento, uma cesta hipotética com 1 kg de cada produto e 1 litro de cada bebida monitorada custava R$ 1493.73 em maio de 2025 e passou a R$ 1521.09 em maio de 2026 — alta de 1.8%, ou R$ 27.36 a mais.

Produto Mai/25 (R$/kg) Mai/26 (R$/kg) Variação (R$) Variação (%)
Vinho  R$ 134.59 R$ 130.24 – R$ 4.35 ▼ -3.2%
Queijos  R$ 286.41 R$ 301.76 + R$ 15.35 ▲ +5.4%
Frios  R$ 727.43 R$ 698.51 – R$ 28.92 ▼ -4.0%
Chocolate  R$ 345.30 R$ 390.58 + R$ 45.28 ▲ +13.1%
TOTAL DA CESTA R$ 1493.73 R$ 1521.09 + R$ 27.36 ▲ +1.8%

Vinhos: boa notícia para quem prefere os importados e finos

O segmento de vinhos traz alívio no bolso. O vinho importado recuou 3,0%, saindo de R$ 60,91/kg em junho de 2025 para R$ 59,10/kg em maio de 2026.

O vinho fino nacional também apresentou queda de 2,3% (de R$ 47,34/kg para R$ 46,26/kg). A exceção fica por conta do vinho de mesa, que subiu modestamente 3,1%, chegando a R$ 24,88/kg.

Queijos e frios: coalho e carpaccio puxam alta; salame e pastrami recuam

Para montar a tábua de queijos, o queijo coalho foi o que mais encareceu na categoria, com alta de 7,6% — de R$ 79,36/kg para R$ 85,42/kg. O queijo cottage subiu 4,7% e o queijo muçarela ficou praticamente estável (+2,1%). O queijo prato manteve preço quase inalterado, com variação de apenas +0,0%.

No segmento de frios e embutidos, o cenário é mais favorável ao consumidor: pastrami registrou a maior queda da análise, com −6,2% (de R$ 408,13/kg para R$ 382,98/kg). Blanquet de peru recuou 3,4% e salame/salaminho caiu 2,3%. Já o lombo foi na direção contrária, com alta de 4,4%.

Chocolates: alta expressiva puxa o custo da sobremesa romântica

O vilão da celebração é o chocolate. A barra de chocolate lidera as altas com +15,1% em 12 meses — de R$ 109,47/kg para R$ 126,02/kg.

Chocolates recheados e bombons subiram 8,9%, alcançando R$ 118,49/kg. O fondue de chocolate, opção especial para o jantar a dois, registrou alta de 5,5%, chegando a R$ 146,07/kg.

Panorama geral: celebrar vale — com estratégia

No balanço geral, quem vai montar a mesa do Dia dos Namorados em 2026 pode encontrar boas oportunidades nos vinhos importados e finos e nos frios premium — categorias que ficaram mais acessíveis em relação ao mesmo período de 2025.

Por outro lado, os chocolates exigem atenção: a alta acumulada no segmento nos últimos 12 meses é a mais expressiva entre todos os itens analisados, refletindo a pressão global sobre o cacau.

“Os dados mostram que o consumidor brasileiro tem alternativas para celebrar sem abrir mão do prazer à mesa. A queda nos vinhos importados e nos frios é uma janela de oportunidade real. Já nos chocolates, a recomendação é planejar as compras com antecedência para aproveitar as melhores promoções”, avalia Marcelo Alves, gerente executivo de dados Neogrid.

O papel do abastecimento inteligente nas datas comemorativas

Datas como o Dia dos Namorados colocam em evidência um dos maiores desafios da cadeia de suprimentos: garantir que os produtos certos estejam disponíveis nas prateleiras no momento em que o consumidor mais os procura.

Nesse contexto, a colaboração entre indústria e varejo deixou de ser uma boa prática e passou a ser uma vantagem competitiva real. Quando fabricantes e redes compartilham dados de demanda, estoque e sell-out em tempo real, é possível antecipar rupturas, calibrar o abastecimento com precisão e evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de estoque — dois problemas que corroem margem e experiência de compra.

Em categorias sazonais como vinhos, chocolates e frios, em que os picos de consumo são previsíveis mas a execução ainda falha com frequência, a inteligência de dados aplicada à cadeia de suprimentos se torna o principal instrumento para transformar datas especiais em oportunidades de negócio bem executadas.

Metodologia

Os preços são médios ponderados por kg (R$/kg), apurados a partir da base de monitoramento de preços da Neogrid em lojas dos canais supermercadista (AS 1-4, AS 5+) e cash & carry (C&C). A comparação é entre junho de 2025 e maio de 2026 — últimos dados mensais disponíveis no momento desta publicação.

Os segmentos analisados são os de maior representatividade por volume de registros em cada categoria.

 

Foto: Reprodução

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