Post: Estande Vinhos Gaúchos reúne 43 vinícolas na ProWine São Paulo

Foto Banco de Imagens, Divulgação

O Rio Grande do Sul estará novamente representado na ProWine São Paulo, com uma participação ampliada dos Vinhos Gaúchos. O estande coletivo organizado pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), em parceria com o Sebrae-RS, reunirá 43 vinícolas, seis a mais do que na edição anterior. A feira ocorre de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte.

O espaço terá 241,5 metros quadrados², 10% maior que na edição anterior, reunindo empresas de diferentes perfis e regiões produtoras. A participação contempla vinícolas da Serra Gaúcha, Serra do Sudeste e Campanha Gaúcha, reforçando a diversidade da produção vitivinícola do Estado.

Para Cristina Carniel, gerente de promoção para o mercado interno do Consevitis-RS, a participação deste ano será marcada pela pluralidade e maturidade do vinho gaúcho. “Queremos mostrar a diversidade da vitivinicultura gaúcha, que reúne empresas de diferentes portes, regiões produtoras, terroirs, castas, estilos e propostas. A ideia é colocar essa diversidade em contato direto com um público profissional estratégico para o desenvolvimento do mercado”, assinala.

A composição do estande reúne desde vinícolas boutiques e projetos autorais até empresas de maior porte e cooperativas, permitindo apresentar diferentes dimensões da produção gaúcha em um mesmo espaço. A participação tem como foco a geração de oportunidades comerciais. A ProWine São Paulo reúne compradores, distribuidores, sommeliers, representantes da gastronomia, lojas especializadas e outros profissionais ligados ao mercado de vinhos, criando um ambiente estratégico para prospecção e relacionamento.

Entidades de Caxias aderem a manifesto nacional

Foto Júlio Soares, Divulgação

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) e a Microempa estão entre as quase 1.400 entidades signatárias do manifesto “Um Brasil que não pode ser esquecido”, lançado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em defesa da atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). O documento também propõe a criação de um mecanismo permanente de correção desses valores pela inflação.

Dirigido especialmente aos candidatos às eleições, o manifesto busca inserir a situação dos pequenos negócios na agenda econômica nacional. A CACB argumenta que os limites de enquadramento permanecem sem atualização desde 2018, apesar da inflação acumulada no período e do aumento dos custos para produzir, contratar trabalhadores e manter uma empresa em funcionamento.

Para o presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler (foto), o tema é extremamente importante. “A atualização desses limites e a definição de uma regra permanente de correção são necessárias para dar sustentabilidade aos pequenos negócios e preservar sua capacidade de investir e gerar empregos”, afirma.

Para o presidente da Microempa, Tiago Fernando de Azevedo, a participação no manifesto reforça a importância de acompanhar as discussões que impactam diretamente as micro, pequenas e médias empresas e de contribuir para o debate sobre um ambiente empresarial compatível com a realidade econômica dos negócios. “Num contexto de aumento do Bolsa Família, acreditamos que o momento também é pertinente para pautar a correção do teto de faturamento dos MEIs e do Simples Nacional. A classe produtiva precisa dessas atualizações”, sentencia.

A proposta defendida pelas entidades prevê elevar o teto anual de faturamento do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 144,9 mil. Para as microempresas, o limite passaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil, enquanto o teto das empresas de pequeno porte subiria de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.

O manifesto ainda defende que os limites de enquadramento do MEI e do Simples Nacional passem a ser corrigidos periodicamente pela inflação, por meio de um mecanismo automático previsto em lei. O objetivo é evitar que a defasagem volte a se acumular e que empresas migrem para faixas tributárias superiores em razão do crescimento nominal do faturamento, sem aumento real de sua atividade.

Conforme os dados apresentados pela CACB, o país reúne cerca de 24 milhões de empresas, das quais 95% são pequenos negócios. O segmento responde por 26,5% do Produto Interno Bruto e esteve por trás de 80% das vagas de trabalho geradas em 2025. Segundo estimativas da entidade, a atualização dos limites de faturamento tem potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia.

Fiergs reconhece indústrias por boas práticas em saúde e bem-estar

Foto Lucas Machado, Divulgação

Indústrias gaúchas que se destacaram na promoção da saúde e do bem-estar no ambiente de trabalho foram reconhecidas pelo Sistema FIERGS por meio da premiação do Selo Sesi-RS Boas Práticas em Saúde e Bem-Estar 2025/2026. Integrada à feira Health Meeting Brasil – Sindihospa 2026, realizada em Porto Alegre, a premiação amplia a visibilidade dessas ações e reforça a importância da saúde como fator estratégico para a sustentabilidade dos negócios.

Neste ano, foram certificadas 32 empresas de diferentes portes, sendo que as três com maior pontuação em cada categoria foram premiadas com troféus. Dentre as premiadas estão seis organizações com sede na Serra Gaúcha. Jost Brasil Sistemas Automotivos e Fusopar Parafusos, ambas de Caxias do Sul, foram respectivamente a segunda e terceira colocadas no grupo de empresas de porte médio.

Ainda foram certificadas com selo a Marcopolo, Inova Sistemas Eletrônicos e Detella Restaurantes Empresariais, de Caxias do Sul e Adylnet, de Nova Prata. As avaliações envolvem quatro fatores: cultura organizacional, gestão de pessoas, ambiente de trabalho seguro e saudável, e desenvolvimento socioambiental.

De acordo com diretora-geral do Sistema Fiergs, Ana Paula Werlang, o investimento em saúde deve ser uma decisão estratégica por reduzir custos, mitigar riscos, aumentar a produtividade e apoiar a perenidade do negócio. Reforçou que em um cenário de escassez de talentos e de envelhecimento da população, essa decisão se torna ainda mais importante para o futuro da indústria gaúcha.

Comércio varejista fecha acordo para o dissídio coletivo

Foto Divulgação

Após meses de negociações, o Sindilojas Caxias e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul chegaram a um acordo para a convenção coletiva de trabalho. Entre os principais pontos acordados estão o reajuste de 5,33%, com vigência a partir de 1º de julho passado. A convenção foi renovada para o período 2026-2028.

Para Caxias do Sul, Flores da Cunha e Nova Pádua, o salário de comissionados ou para quem recebe fixo e mais comissão foi estabelecido em R$ 2.472, além da definição do valor fixo em R$ 2.059. O salário de experiência, válido para até 60 dias, é de R$ 1.843 e o de menor aprendiz é de R$ 1.384, com jornada de seis horas diárias. Em São Marcos, os valores ficaram em R$ 2.259 para comissionados ou para quem recebe fixo e mais comissão.

A negociação ainda contemplou benefícios como auxílio-creche, quinquênios e triênios, além do valor fixo para o trabalho aos domingos. A nova convenção garante a possibilidade de trabalho aos domingos e feriados, exceto nos dias 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.

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