Proposta apresenta o trabalho de 33 artistas de diversas localidades
A Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Unidade de Artes Visuais, recebe a exposição “A FIBRA – II Bienal de Arte Têxtil Contemporânea” na Galeria de Artes do Centro de Cultura Ordovás, a partir do dia 15 de maio. A exposição traz o tema “Consumo Consciente: sensibilização para transformar o comportamento coletivo”, com o objetivo de estimular os hibridismos de materiais, a coexistência de linguagens e a reflexão sobre o meio ambiente. Integram a mostra obras de 33 artistas e um coletivo. Em suas produções autorais, foram utilizadas técnicas e linguagens como bordado, crochê, tricô, tecelagem, impressão, fotografia, objetos, instalações e performance.
Bordado, crochê, tricô, tecelagem, impressão, pintura, fotografia, objetos, instalações e performances se entrelaçam em um território onde a arte têxtil ressignifica um horizonte mais sensível e humano, tão alinhado ao momento atual. Em contraponto a outros projetos, este genuinamente produz pontas soltas. Explica-se: as pontas soltas aqui são pontes criadas na primeira edição da Fibra, realizada em Porto Alegre/RS, de 12 de novembro a 20 de dezembro de 2019, que reuniu artistas, obras e diferentes propostas do universo da arte têxtil e da cultura brasileira, permitindo ampliar percepções para esta segunda edição.
Coerente com as narrativas da arte contemporânea, com a cultura brasileira e com a cultura de outros países no manejo de materiais, a FIBRA 2025, realizada em Porto Alegre/RS, de 27 de novembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026, propõe um olhar crítico sobre o consumo como objeto não apenas da esfera da natureza, mas também de seu desdobramento na esfera da arte têxtil. Nos descartes, nas sobras e nas ressignificações, são apresentadas provocações capazes de despertar reflexões para um horizonte mais sensível e humano. Compreender esses encontros, esses vazios entre as linhas, os tecidos e as fibras é praticar a liberdade poética que a arte contemporânea celebra em suas linguagens. Ainda que com suas crises e fraturas, a arte é esse meio de ligadura experimentada que amplia e conecta pessoas.
O próprio nome da bienal – FIBRA – representa esse lugar de fala dos artistas e do público que procuram resistir e, ao mesmo tempo, serem maleáveis como as fibras orgânicas, sintéticas, estéticas, éticas e morais; fibras relacionadas à dignidade do trabalho e do fazer artístico; da arte têxtil contemporânea e da relação que estabelece com a matéria-prima ao tecer diálogos entre suas linhas de pesquisa e as novas tecnologias, promovendo hibridizações entre ferramentas e técnicas das artes visuais. Além de seu cunho educacional e de conscientização socioambiental, a FIBRA convida o público para que, incentivado pela arte, sinta-se estimulado a participar do esforço coletivo de respeito à vida e de convivência harmônica com o ambiente.
O têxtil, que possibilita vestir, andar, movimentar-se, permanecer parado, gesticular, interagir, fabular e construir discursos, também está presente no fazer artístico e na adoção de uma postura e de um papel social diante do imenso desafio que se tornou a vida contemporânea neste planeta que habitamos.
Com esse espírito de inquietação, a segunda edição da Fibra apresentou tendências e diferentes trabalhos de áreas que se mesclam na arte e na economia criativa, reunindo 53 obras de 37 artistas de diferentes estados. Além disso, contou com oficinas, o Tecendo Conversas e o Bazar Fibra. Seguindo esse movimento inquieto, para além de um evento fixo, em 2026 a mostra circula por diferentes cidades e centros culturais, sendo readaptada em sua expografia para cada novo espaço e dialogando com o contexto local. Essa prática visa à democratização da cultura, levando obras a um público mais amplo e diversificado.
A exposição fica aberta à visitação até o dia 14 de junho, tem classificação indicativa livre e possui acessibilidade por meio de audiodescrição da expografia e apresentação conceitual em LIBRAS, através do televisor acessível. A Galeria de Artes fica no Centro de Cultura Ordovás, na Rua Luiz Antunes, 312.
A visitação é gratuita e pode ser realizada presencialmente nos seguintes horários: segundas-feiras, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h; e virtualmente, por meio do site da Unidade de Artes Visuais: artesvisuais.caxias.rs.gov.br.
Foto: Ilka Lemos







