O ex-goleiro da Chapecoense Jakson Follmann compartilhou sua trajetória de superação e transformação pessoal durante a palestra “Tocando em Frente”, realizada em 15 de outubro, no UCS Teatro, em Caxias do Sul. A atividade integrou a Semana de Inclusão e Diversidade e foi direcionada ao público interno da Universidade de Caxias do Sul (UCS), do Hospital Geral, da UCSfm e do CETEC.
Sobrevivente do acidente aéreo que vitimou integrantes da Chapecoense, profissionais da imprensa e dirigentes em novembro de 2016, Follmann falou sobre as mudanças enfrentadas após o episódio, que encerrou sua carreira como atleta profissional. A apresentação alternou relatos emocionantes, mensagens de otimismo e momentos musicais.
Ao relembrar o acidente na Colômbia, o ex-jogador destacou a importância de valorizar as relações pessoais e as experiências cotidianas. Após 56 dias de internação, ele precisou reaprender a caminhar e iniciar um processo de adaptação à nova realidade.
Follmann definiu sua jornada a partir de três pilares: desconstrução, reconstrução e paciência. Apesar das dificuldades e da saudade do futebol, afirmou ter encontrado novas possibilidades profissionais e pessoais.
Durante a palestra, também incentivou o público a praticar a gratidão e a reconhecer o valor das pequenas coisas. “Valorize a simplicidade! Não deixe nada para amanhã, pois tudo o que parece normal tem muito valor”, afirmou.
Música e novos caminhos
Natural de Alecrim, no Rio Grande do Sul, Follmann também compartilhou sua relação com a música, outro interesse que ganhou espaço após o fim da carreira esportiva. Em 2019, venceu o programa Popstar, da Rede Globo, e passou a conciliar a atividade artística com outros projetos profissionais.
Durante o encontro, tocou violão e apresentou histórias de sua trajetória, além de compartilhar seu clipe mais recente, da música “Vestido de Flor”, protagonizado pela esposa, Andressa.
O ex-atleta também comentou sobre o livro “A Vida Depois da Queda”, escrito em parceria com o jornalista Marco Aurélio Souza. A obra aborda sua infância, a carreira no futebol, o acidente, o período de recuperação e a reconstrução da vida como empresário, pai e pessoa com deficiência.
Ao falar sobre inclusão, Follmann ressaltou a importância de reconhecer a autonomia das pessoas com deficiência (PcDs) e respeitar suas particularidades. Para ele, o acolhimento passa pela informação e pela compreensão das diferenças.
A palestra terminou com uma apresentação da música “Paciência”, de Lenine, reforçando a mensagem de que a vida exige tempo, adaptação e perseverança.
Semana de Inclusão e Diversidade
A programação também contou com a participação de representantes da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), da UCS, do Hospital Geral, do CETEC e da UCSfm. O encontro teve transmissão pelo canal da universidade no YouTube, com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e recurso de audiodescrição.
A abertura da Semana de Inclusão e Diversidade ocorreu na noite de 14 de outubro, com o concerto gratuito “Infância de Todas as Idades”, no UCS Teatro. A apresentação reuniu mais de 100 músicos e cantores da Orquestra Jovem UCS LionsEduC, da Orquestra Acadêmica da UCS e do Coral Vívere.
Sob a regência de Fábio Alves, nas orquestras, e de Aline Giacomet, no coro, o espetáculo apresentou músicas de diferentes gerações e contou com a participação da soprano Karina Dante.
Foto: Bruno Zulian




