Post: Nova Petrópolis registra 76 casos de violência contra a mulher até julho

A Coordenadoria Municipal da Mulher de Nova Petrópolis divulgou, durante o Agosto Lilás, um levantamento sobre a violência doméstica no município. O estudo reúne dados sobre as ocorrências registradas, o perfil das vítimas e dos agressores e as ações de prevenção e conscientização realizadas na cidade.

Nova Petrópolis registrou 88 ocorrências de violência contra a mulher em 2023. O número caiu para 79 em 2024 e voltou a subir para 85 em 2025. Neste ano, até julho, já foram contabilizados 76 casos.

Fevereiro teve o maior número de registros de 2026, com 19 ocorrências. Em março foram 16 casos e, em abril, 17. O número caiu para oito em maio, seis em junho e sete em julho.

A Coordenadoria alerta que os números consideram apenas os casos registrados. Por isso, o total real pode ser maior devido à subnotificação.

Os bairros e regiões com maior concentração de ocorrências são o Centro, Pousada da Neve, Vale Verde e Fazenda Pirajá. Segundo a Coordenadoria, o número está relacionado principalmente à maior concentração de moradores nessas localidades.

Perfil das vítimas

Entre as vítimas registradas neste ano, a faixa etária de 31 a 40 anos concentra o maior número de casos, com 25 ocorrências. Depois aparecem mulheres de 21 a 30 anos, com 22 casos, e de 41 a 50 anos, com 20.

Também foram registrados dois casos entre mulheres de 51 a 60 anos, três entre 61 e 70 anos e um entre 71 e 80 anos. Não houve registros envolvendo vítimas de até 20 anos.

Em relação à cor ou raça, 13 vítimas se declararam pretas ou pardas. As demais se declararam brancas ou não informaram.

Perfil dos agressores

O levantamento aponta que a maioria dos agressores tem baixa escolaridade. Dos 76 casos registrados em 2026, 44 envolviam agressores com ensino fundamental. Outros 27 tinham ensino médio e três tinham ensino superior. Em dois casos, a escolaridade não foi informada.

Segundo a Coordenadoria, os agressores geralmente fazem parte do círculo próximo da vítima, como companheiros, ex-companheiros, familiares ou outras pessoas com quem mantêm uma relação íntima.

Entre os principais tipos de violência estão a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência psicológica é apontada como a mais recorrente e, muitas vezes, aparece associada a outras formas de agressão.

Neste ano, já foram deferidas 85 medidas protetivas no município.

Dificuldades para denunciar

O levantamento também aponta obstáculos que podem impedir as mulheres de buscar ajuda. Entre eles estão o medo de novas agressões, a falta de apoio de familiares e amigos, o receio de colocar os filhos em risco, a dependência financeira e o medo de que o relato não seja levado a sério.

Para a coordenadora municipal da Mulher, Liriane Kintschner, o acolhimento e o fortalecimento da rede de proteção são fundamentais para que as vítimas consigam romper o ciclo de violência.

Prevenção e conscientização

Entre as ações realizadas pela Coordenadoria estão palestras em escolas, empresas e grupos comunitários, rodas de conversa, entrevistas em rádios e campanhas nas redes sociais.

As iniciativas abordam os diferentes tipos de violência, a desconstrução de estereótipos e a importância de reconhecer e denunciar situações de agressão.

Onde buscar ajuda

  • Central de Atendimento à Mulher: 180
  • Brigada Militar: (54) 3281-1276
  • Ministério Público: (54) 3281-1367
  • Polícia Civil: (54) 3453-9426
  • CREAS-NP: (54) 3298-2671
  • CRAS-NP: (54) 3298-2670Foto: Prefeitura de Nova Petrópolis 

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