Nos seus mais de 30 anos na política, o presidente do PL gaúcho, deputado Giovani Cherini deveria ter aprendido que política é feita de diálogo, de interação e de concessões. Muitas vezes, a concessão contraria interesse próprio, mas ela é necessária para uma relação harmônica. O deputado foi líder de bancada quando era do PDT, sua popularidade no Rio Grande do Sul rendeu frutos. Em 2014, foi eleito deputado federal. Ele foi expulso do PDT em 2016 punido pelo partido por votar em favor do
impeachment de Dilma Rousseff. Migrou para o PL e recentemente se tornou presidente da sigla no estado. Agora ele quer que candidatos do PL apoiem informalmente políticos de outros partidos, mesmo que de direita. A decisão desagradou políticos do PL que já se preparavam para ter apoio de outros partidos. A nota do PL é enfática e diz que “não existem coligações nas eleições proporcionais”. É verdade, formalmente não existem, mas permitir e estimular também é um sinal de liberdade que o partido tanto defende.
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