Post: O cálculo do centrão

A decisão dos partidos do centrão de não subir no palanque de Flávio Bolsonaro tem nome e sobrenome: dinheiro e poder. A calculadora do centrão é diferente da nossa, ela só reconhece as teclas somar e multiplicar. Dias atrás, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira avisou Flávio que o partido não o apoiaria formalmente na eleição. Junto com o PP, estão o partido União Brasil e o Republicanos. O tempo dos espaços no rádio e na tv farão falta ao candidato do PL. Mas o centrão fareja o cifrão do Fundo Eleitoral (R$4,9 bilhões em 2026) e das emendas parlamentares (R$61 bilhões). Com essa fartura de dinheiro, vale mais a pena para o centrão concentrar energia na disputa parlamentar do que gastar energia com um candidato que, a julgar pelas pesquisas, tende a não vencer a eleição majoritária. A desistência do centrão tem outro reflexo, a não indicação da vice. Estava tudo encaminhado para a escolha de Tereza Cristina, do PP. Sem o apoio formal do partido, Flávio vai ter que buscar outro nome.

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