Post: Prefeito é atingido por gás lacrimogêneo ao defender estudantes em protesto na França

O prefeito de Saint-Denis, Belly Bagayoko, de 53 anos, foi atingido por gás lacrimogêneo por policiais nesta terça-feira (6), ao se colocar como barreira humana entre estudantes que protestavam e a polícia.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o prefeito protegendo os manifestantes enquanto pede que os policiais parem de avançar.

Membro do partido francês França Insubmissa, o prefeito já foi visto ao lado dos estudantes em outros protestos. As mobilizações iniciaram-se no final de setembro, em uma escola de Ensino Médio de Paris, e rapidamente se espalharam por toda a França. Mais de 6.500 pessoas, em sua maioria menores de idade, já foram detidas desde o início da mobilização.

O ato desta terça-feira é considerado o maior registrado até o momento e reuniu mais de 250 mil estudantes, professores e pais.

Contexto

Os atos começaram em setembro, em uma escola na região de Paris, e ganharam dimensão nacional. Os estudantes reclamam da falta de professores substitutos, infraestrutura deficiente e ausência de funcionários de apoio, como enfermeiros e inspetores. Desde a última segunda-feira, os atos se agravaram, com confrontos entre manifestantes e a polícia. Dados do Ministério da Educação da França apontam que quase 10% das aulas no ensino secundário público não foram ministradas devido a essas carências.

Impactos

De acordo com a União dos Estudantes de Ensino Médio, 1.800 escolas foram bloqueadas na terça-feira.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, classificou a mobilização como a mais violenta registrada nas escolas francesas em décadas, tendo ao menos 715 policiais, 215 adolescentes e 85 funcionários feridos desde o início dos protestos.

O presidente da França, Emmanuel Macron, decretou a suspensão das aulas até o fim da semana. Nesta quarta-feira (7), o líder também anunciou a suspensão do uso de granadas de efeito moral após um adolescente de 15 anos perder a mão na cidade de Lens, no norte do país.

Lecornu afirmou que as queixas dos estudantes são legítimas, mas os protestos seguem em curso no país. O governo francês reitera que a prioridade é restaurar a ordem.

 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

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