Entidades representativas da vitivinicultura brasileira manifestaram preocupação com as regras do Imposto Seletivo (IS), estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.399/2026, especialmente em relação à tributação de vinhos e espumantes. Segundo o setor, o modelo proposto pode elevar os custos de produção, afetar a competitividade dos produtos nacionais e gerar impactos em toda a cadeia produtiva.

As entidades alertam que a nova tributação pode pressionar os preços ao consumidor e dificultar a concorrência com produtos importados. Os possíveis efeitos também atingiriam produtores rurais, vinícolas e trabalhadores, já que a atividade depende da integração entre o cultivo de uvas, a produção e a comercialização das bebidas.

Entre as principais preocupações estão a redução das vendas, a diminuição da compra de matéria-prima e o comprometimento de investimentos e empregos. Vinícolas de menor porte e agricultores familiares estariam entre os mais vulneráveis a uma eventual retração do mercado.

Outro ponto destacado pelo setor é a falta de previsibilidade sobre o modelo definitivo de tributação. Como a atividade exige planejamento de longo prazo, as entidades defendem regras estáveis e maior diálogo com o governo federal antes da definição das alíquotas permanentes.

Diante desse cenário, os representantes da vitivinicultura solicitam a revisão do tratamento tributário aplicado aos vinhos e espumantes, com condições equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e importados. O setor afirma que não busca privilégios, mas condições para manter a produção, os investimentos e a geração de empregos no país.