Unidade produz 100% dos eixos dianteiros da Mercedes-Benz no país
Foto Jefferson Souza, Divulgação
A Suspensys, marca pertencente à Randoncorp, inaugurou oficialmente a nova fábrica em Mogi Guaçu (SP). Com investimento de cerca de R$ 150 milhões, a planta de 15 mil metros quadrados passa a responder por 100% da produção de eixos dianteiros destinados aos caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil e da operação da montadora na Argentina. O negócio é o maior pedido conquistado na história da Randoncorp e a expectativa é de que gere receitas adicionais de cerca de R$ 7 bilhões ao longo dos 10 anos de vigência do acordo com a montadora.
A nova unidade reúne alto nível de automação, processos integrados e tecnologia embarcada. A operação completa da fábrica simboliza a consolidação de um projeto estratégico que amplia a capacidade produtiva e a competitividade da empresa no fornecimento direto às montadoras. A fábrica está sendo preparada para funcionar com tecnologia que reúne robôs inteligentes usados em logística e indústria para transportar materiais de forma independente.
A unidade incrementou cerca de 250 empregos diretos e pode aumentar para 330 até o final do ano, além das vagas indiretas ao longo da cadeia produtiva. O investimento é 100% privado e reforça a aposta da Randoncorp na estratégia logística de Mogi Guaçu, cidade considerada um polo relevante para o escoamento e abastecimento da indústria automotiva.
Também foi inaugurado o novo centro logístico das autopeças, localizado em um prédio anexo, ao lado da fábrica e próximo à planta da Castertech, entregue em operação desde 2024. O espaço deverá empregar mais de 60 pessoas até o final do ano e será responsável por reabastecer clientes com agilidade, rastreabilidade e controle automatizado de estoque.
Com investimento de cerca de R$ 15 milhões, a estrutura integrada com produção e distribuição irá fortalecer a atuação das autopeças no segmento de reposição ao agregar eficiência operacional e velocidade de atendimento. A unidade irá consolidar a distribuição de produtos das marcas Suspensys e Master Freios.
Vacaria sedia exposição nacional de raças bovinas

Foto Divulgação
A região dos Campos de Cima da Serra recebe a Exposição Nacional de Buçal das raças Angus e Ultrablack, realizada pela primeira vez no município de Vacaria. O julgamento, que ocorre nesta sexta-feira (17), no Parque Nicanor Kramer da Luz, contará com 107 animais admitidos pela Associação Brasileira de Angus. O número é considerado expressivo e se justifica pelo potencial da região escolhida para sediar o evento.
O presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairoli, afirma que Vacaria é um ponto estratégico porque conta com um núcleo de criadores jovens e pela proximidade com Santa Catarina, facilitando a adesão ao evento. “As exposições são excelentes formas de divulgar as raças Angus e Ultrablack. As nacionais, como a de Vacaria, têm como objetivo congregar o maior número possível de criadores e de reunir um volume expressivo de animais”, explica.
A nacional de Vacaria também conta com uma novidade: será a primeira exposição em que todos os animais vencedores de campeonatos da raça Angus receberão um passaporte para participar do leilão do Secretariado Mundial Angus, que será realizado no Brasil em 2027. Os exemplares serão avaliados pelo jurado Mauricio Groppo, da Argentina, a partir das 9h de sexta-feira.
Exportações gaúchas têm recuo trimestral de quase 6%

A indústria da transformação do Rio Grande do Sul somou US$ 3,64 bilhões em exportações no primeiro trimestre do ano, o que representa retração de 5,7%, ou US$ 220 milhões a menos, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Sistema Fiergs.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho reflete um ambiente internacional ainda desafiador. “A indústria gaúcha segue sentindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que ainda impactam diversos segmentos, e já começa a observar reflexos do conflito no Oriente Médio sobre as exportações. Em um cenário externo adverso, é fundamental avançar na diversificação de mercados e no apoio às empresas exportadoras”, afirma.
De acordo com o levantamento da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs, a queda foi puxada pelo desempenho negativo de nove dos 23 segmentos industriais analisados na comparação anual. Os principais impactos negativos vieram do tabaco, que recuou 25,7%, totalizando US$ 490 milhões em receita, e de celulose e papel, com queda de 23,5%, somando US$ 215 milhões. O segmento de alimentos registrou expansão, com exportações de US$ 1,3 bilhão, alta de 15,9%.
Nos últimos oito meses, período em que estão em vigor as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o Rio Grande do Sul exportou US$ 815 milhões em produtos industriais para o mercado norte-americano. O valor representa queda de 35,1% (US$ 440 milhões a menos) em relação ao período equivalente do ano anterior. Para o Oriente Médio, as exportações somaram US$ 60 milhões em março, um mês após o início dos conflitos na região, o que corresponde a uma retração de 15,9%.
Retração também nas importações
As importações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre, redução de US$ 156 milhões frente ao mesmo período de 2025, o equivalente a uma queda de 5,1%. No trimestre, a maior parte das compras gaúchas foi de produtos classificados no ramo de automóveis.
A pesquisa completa pode ser acessada em https://observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/industria-de-transformacao-do-rs-finalizou-o-primeiro-trimestre-com-us-364-bilhoes-em-exportacoes/







