Em um cenário de oscilações nos preços dos combustíveis no Brasil, muitos consumidores têm priorizado postos com valores mais baixos na hora de abastecer o veículo.
Contudo, a escolha acende um alerta importante: como identificar se o preço reduzido é resultado de competitividade ou sinal de irregularidade, como a venda de gasolina adulterada?
A gasolina adulterada é produto da adição ilegal de substâncias como álcool fora do permitido, solventes e até óleos lubrificantes.
Essa prática compromete a qualidade do combustível e pode trazer uma série de prejuízos ao veículo e impactos negativos ao meio ambiente.
De acordo com o assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, Antônio José Costa, o preço não deve ser o único critério na hora de escolher onde abastecer.
“O consumidor precisa ficar muito atento. Nem sempre o combustível mais barato representa vantagem real. É importante observar a procedência e a credibilidade do posto, pois assim os prejuízos maiores são evitados”, destaca.
Principais riscos da gasolina adulterada
-
Problemas no motor: impurezas e substâncias inadequadas podem provocar superaquecimento, desgaste precoce de peças e acúmulo de resíduos;
-
Aumento do consumo: a baixa qualidade reduz a eficiência da queima, fazendo o veículo gastar mais combustível;
-
Maior emissão de poluentes: além de prejudicar o meio ambiente, pode gerar problemas em inspeções veiculares.
Sinais de alerta
-
Consumo acima do normal sem mudança na rotina;
-
Dificuldade na partida ou falhas ao ligar o veículo;
-
Perda de potência ou resposta lenta ao acelerar;
-
Ruídos incomuns no motor;
-
Luz de advertência acesa no painel;
-
Cheiro mais forte ou diferente do habitual;
-
Alteração na cor da gasolina;
-
Preços muito abaixo da média do mercado.
Foto: Divulgação




