Post: A espantosa evolução da ciência

Vamos pegar apenas dois exemplos de figuras históricas que sofreram com a falta de diagnóstico e tratamento no passado: Nicola Tesla e Napoleão Bonaparte. Tesla inventou a corrente continua o que possibilitou, por exemplo, a criação do motor à combustão. Teria desfrutado da fama e inventando mais coisas não fossem seus problemas mentais. Tesla era bipolar, tinha depressão e também tinha sinais de esquizofrenia. Na época em que ele viveu, seu comportamento era considerado o de um “louco”. Sem medicação, Tesla acabou se recolhendo e evitando exposição. Não demorou muito, morreu. Napoleão teve um final parecido. O imperador sempre teve dores dilacerantes de estômago. Ainda bem, naquela época, tinha-se o hábito de posar para pinturas com a mão por dentro do casaco, sobre a barriga. Napoleão valia-se desse hábito para apalpar a barriga que doía bastante. As imagens mais marcantes dele são com a mão direita na barriga. Exilado na ilha de Santa Helena, depois de perder a batalha de Waterloo para os britânicos, Napoleão padeceu durante mais de 3 meses de dor barriga até morrer. Se Tesla e Napoleão vivessem no nosso tempo, certamente eles teriam sobrevido maior graças à evolução da ciência. Creio que Tesla, medicado, teria uma vida normal. Napoleão, por sua vez, era portador de um câncer ou de diverticulite, o que seria possível combater com cirurgia e tratamento com medicação. O tipo de câncer que eu tive, meduloblastoma, até os anos 50 do século passado, não tinha tratamento. Em 2021, fui operado por um médico que tinha, ao lado dele, a companhia de um engenheiro, pois foi usado um robô para retirar o tumor da minha cabeça. Por mim, e por todos os pacientes do século XXI, viva a evolução da ciência.

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