Com mais de 56 mil candidatos confirmados para as provas deste domingo (9), o concurso da Polícia Penal do Rio Grande do Sul marca a retomada dos grandes editais da segurança pública em 2026.
O certame é o primeiro de uma sequência de seleções que devem ofertar cerca de 8 mil vagas para carreiras policiais em todo o país até o fim do ano, segundo levantamento do preparatório Qconcursos.
As provas acontecem nas cidades de Porto Alegre, Canoas e Cachoeirinha, mas a movimentação de candidatos deve ser observada em diferentes regiões do estado e do país.
De acordo com dados da Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec), responsável pela organização do concurso, 56.562 candidatos concorrem a 213 vagas para cargos de nível médio, técnico e superior, que oferecem salários de até R$ 9.745,26.
Do total de inscritos, 31.726 disputam as vagas de policial penal; 15.713 concorrem ao cargo de técnico superior penitenciário; e os outros 9.123 candidatos tentam as vagas de analista, distribuídas em diferentes especialidades, sendo Direito, Psicologia e Serviço Social, nesta ordem, as mais concorridas.
A expectativa é que a movimentação observada no Rio Grande do Sul se repita em outros estados ao longo do semestre.
“São editais que, tradicionalmente, mobilizam um grande número de candidatos”, informa o coordenador do Qconcursos, Luiz Rezende, sobre os concursos da carreira policial.
“O debate sobre segurança pública, por exemplo, impulsiona naturalmente o interesse pelos concursos policiais”, analisa.
Ele também destaca que remuneração, estabilidade e possibilidade de crescimento profissional mantêm os editais da área entre os mais procurados por concurseiros.
Entre os certames mais aguardados até dezembro estão as seleções da Polícia Militar da Bahia, Polícia Militar do Rio de Janeiro, Polícia Civil da Bahia, Polícia Civil do Maranhão, Polícia Penal da Paraíba e Polícia Científica de São Paulo, além de outros editais em fase de autorização ou contratação de banca.
Como deve ser a prova?
De acordo com o professor de Conhecimentos Relativos ao Sistema Prisional do Qconcursos, Leone Maltz, as prioridades devem ser a Lei de Execução Penal (LEP) e as instruções normativas relacionadas a visitas, rotinas internas e procedimentos de segurança.
“A Fundatec costuma cobrar a literalidade da lei, exigindo do candidato domínio de artigos, incisos, prazos, competências e exceções previstas na legislação”, detalha.
Outro ponto que pode ser cobrado é o novo Estatuto da Polícia Penal do Rio Grande do Sul (LC 16.449/2025).
Segundo Maltz, como se trata de uma legislação recente e diretamente ligada à carreira, a tendência é de forte incidência na prova.
Também são esperados conteúdos de Direitos Humanos, sobretudo temas contemporâneos, como aporofobia e capacitismo.
“A banca costuma explorar conceitos atuais e termos menos tradicionais, principalmente em provas da região Sul.”
Já em Direito Constitucional, o foco deve ser nos direitos e garantias fundamentais previstos no artigo 5º da Constituição Federal, tópico historicamente recorrente em concursos da área policial.
Outras oportunidades
Outros certames estão previstos para o estado do Rio Grande do Sul. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT RS) confirmou a oferta de cargos para analista e técnico judiciário de diversas áreas.
Os salários variam de R$ 9.776,71 a R$ 16.040,88. O número de vagas e a banca organizadora do concurso ainda não foram divulgados.
O Tribunal de Justiça (TJ RS) está com a comissão formada para a realização do concurso público para analista de Poder Judiciário – apoio especializado. O cargo exige nível superior, e os salários chegam a R$ 18.452, 01.
Também está previsto o concurso da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz RS) para auditor fiscal, cargo que exige nível superior e tem salário de R$ 37.550,49. A informação mais recente é que o certame está em fase de preparação pela secretária executiva designada.
Já a Prefeitura de Porto Alegre definiu a Fundação La Salle como banca organizadora do concurso que oferece cinco vagas imediatas e mais formação de cadastro reserva para agente de fiscalização, cargo que exige ensino médio.
Foto: Magnific




