Post: Como conservar medicamentos durante a falta de energia elétrica

Diante dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul e das interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões, a população deve redobrar a atenção com o armazenamento de medicamentos que necessitam de refrigeração, conhecidos como termolábeis. Entre eles, estão as insulinas, utilizadas por pessoas com diabetes. 

Quem faz uso contínuo de termolábeis deve ficar atento às previsões meteorológicas e aos alertas da Defesa Civil, especialmente diante da possibilidade de temporais e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A manutenção da temperatura indicada é fundamental porque medicamentos do tipo podem perder parte de sua eficácia quando expostos ao calor ou a variações inadequadas de temperatura. Isso pode comprometer o tratamento e representar riscos à saúde dos pacientes.

No caso das insulinas, a orientação é que, quando já estão em uso, suportam até 30 dias sem refrigeração. Já para os demais medicamentos termolábeis, não há uma regra única: cada produto possui características específicas. 

Mas, em geral, a conservação em ambiente refrigerado continua sendo necessária. As recomendações de armazenamento variam conforme o medicamento e podem ser verificadas na bula e na embalagem. 

Como medida preventiva, recomenda-se ter em casa uma bolsa ou caixa térmica e gelo previamente congelado, que podem ajudar a manter a temperatura adequada dos medicamentos nos primeiros momentos após a falta de luz.

É importante que o item não fique em contato direto com o gelo, para evitar danos causados pelo congelamento. Caso não seja possível utilizar uma caixa térmica, a orientação é manter a geladeira fechada pelo maior tempo possível, preservando a temperatura interna. 

No caso de usuários que enfrentam dificuldades para manter medicamentos em temperatura adequada, a orientação é buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para se informar.

A Secretaria da Saúde (SES) orientou as equipes da Atenção Primária à Saúde a identificar usuários que utilizam medicamentos termolábeis e a prestar orientações sobre armazenamento adequado.

Quando necessário, a estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) poderá ser utilizada para auxiliar na conservação desses medicamentos. 

Recomendações gerais para armazenamento de medicamentos termolábeis

  • Evitar deixar os medicamentos expostos ao calor, à luz solar direta ou em locais muito quentes;
  • Não congelar medicamentos, exceto quando houver orientação específica do fabricante ou de um profissional de saúde;
  • Em caso de falta de energia elétrica, os medicamentos que precisam de refrigeração podem ser mantidos temporariamente em uma bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável, desde que a temperatura seja monitorada e o medicamento não fique em contato direto com o gelo. Essa medida é indicada apenas por um período limitado. Se a interrupção de energia se prolongar por vários dias, procure o serviço de saúde que forneceu o medicamento para receber orientações;
  • Em caso de dúvidas sobre a conservação do produto, também é possível entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do fabricante, informação que costuma constar na embalagem e na bula.

Orientações para armazenamento de insulinas humanas NPH e Regular

Frascos ou refis (carpules) ainda fechados:

  • Manter sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.
  • Armazenar na geladeira, em locais onde não haja risco de congelamento;
  • Caso a insulina congele, não a utilizar mais.

Frascos ou refis em uso:

  • Após abertos, podem ser mantidos em temperatura ambiente por até 30 dias, conforme orientação para uso (essa prática torna a aplicação mais confortável ao paciente).

Em caso de falta de energia elétrica

  • As insulinas fechadas devem ser colocadas em bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável;
  • Evite o contato direto da insulina com o gelo para prevenir o congelamento do medicamento.

Transporte da insulina

  • Frascos ou refis que já estão em uso não precisam ser transportados sob refrigeração. No entanto, devem ser protegidos do calor excessivo e da exposição direta ao sol.

 

Foto: Reprodução

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