Em fevereiro de 1999, Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela. Ele prometia a revolução Bolivariana, que era o fortalecimento da soberania do país e da democracia. Chávez escondia nesse discurso populista, sua tendência à ditadura. Aos poucos, foi asfixiando a democracia. Logo depois de assumir, conseguiu a aprovação pelo Congresso a autorização para mudar o nome do país, que passou a se chamar República Bolivariana da Venezuela. O processo eleitoral, que o governo alega ser limpo, nada mais era de um teatro para dizer ao mundo que a eleição era democrática enquanto a engrenagem venezuelana trabalhava em favor da permanência de Chávez no poder. Ele morreu em 2013 e quem assumiu foi seu braço direito, Nicolás Maduro. Como bom herdeiro chavista, Maduro prosseguiu com as políticas do Socialismo do século XXI, como o próprio Chávez definia sua ditadura. Em 2016, quando o presidente dos Estados Unidos Barack Obama visitou Havana, numa tentativa de retomar relações com Cuba, Maduro não gostou e na véspera da chegada de Obama, fez uma viagem inesperada à Cuba. O Granma, o jornal oficial, ao invés de dar manchete para Obama, estampou a foto de Maduro cumprimentando o presidente Raúl Castro. Gol dos ditadores, a visita de Obama foi ofuscada pela presença de Maduro. Em 2004, a Venezuela realizou eleição (cujo processo foi contestado pela oposição e por países democráticos) que conduziu Maduro ao terceiro mandato. Ele caminhava para seguir com o regime ditatorial que foi interrompido em janeiro desse ano, quando os Estados Unidos o capturaram para ser julgado em solo americano. Sem Maduro, Trump conseguiu o que queria, ter controle sobre as reservas de petróleo do país. Livre de Maduro, a Venezuela pretende realizar em breve (a data ainda não definida) sua primeira eleição depois da desastrosa experiência chavista. O principal negociador é o presidente do Congresso, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez. Pela primeira vez em quase trinta anos, a Venezuela terá uma oposição de verdade e não títere do governo. O provável nome de oposição é o de Dinorah Figuera, que acaba de retornar do exílio.
Siga @danielscola




