Numa eventual reforma política, o que é improvável de acontecer pois precisa ser aprovado pelo Congresso – o mais interessado na manutenção do Status Quo – deveria ser proibida a renúncia ao cargo antes de 4 anos. Isso já aconteceu. Em 2002, Tarso Genro deixou a prefeitura de Porto Alegre, que havia assumido dois anos antes, para disputar a eleição ao governo, e acabou sendo derrotado. A capital foi governada pelo desconhecido João Werle. Em 2010, foi a vez de José Fogaça. Ele renunciou ao cargo no meio do mandato, para ser candidato ao governo do estado. Mais recentemente, em 2022, Eduardo Leite renunciou ao cargo para tentar uma indicação para ser candidato a presidente. Há vários casos de vereadores, mas nessa situação, o parlamentar não precisa renunciar, apenas se licenciar do cargo. Caso seja derrotado, ele pode retomar o mandato. De qualquer forma, essa prática engana o eleitor, que votou no político para exercer o cargo por quatro anos, mas ele o abandona dois anos depois.



