Ao retirar o sigilo de parte do inquérito da operação Compliance Zero, o ministro André Mendonça declarou guerra contra Alexandre de Moraes. Mas é graças a ele que sabemos que Xandão era uma espécie de conselheiro do mafioso Daniel Vorcaro. Agora sabemos porque o contrato com Viviane Barci, esposa de Moraes, tinha um valor tão exorbitante com o banco Master. Vorcaro pagava não só pelos serviços jurídicos dela, mas também por conselhos do ministro. Um dia depois, ficamos sabendo que a equipe de Mendonça inquiriu Vorcaro sem a presença da PF. Cabe aos policiais investigar e o STF julgar. Na inquirição, Vorcaro manifestou o interesse em delatar todos, inclusive pessoas do governo Lula. O escândalo do bando Master é aquele típico caso em que quanto mais a gente mexe, mais malcheiroso fica. Fico me perguntando: quantas pessoas poderosas foram seduzidas pelo dinheiro de Vorcaro? Ao que tudo indica, não foram só os dezenas de citados até agora, tem mais gente graúda envolvida aí. A questão é saber o que Vorcaro conta que as autoridades já não sabem com o inquérito da Compliance Zero? Pelo bem do Brasil, tudo deve vir à tona, independente de ideologia. Incomodado, Alexandre de Moraes – que já deveria estar fora – pediu ao presidente, Edson Fachin a inclusão do nome de Mendonça no interminável inquérito das fakenews. Hoje, Edson Fachin decidiu dar um basta na guerra de ministros: não autorizou a inclusão de Mendonça no inquérito, mas deu prazo de cinco dias para os dois e mais Paulo Gonet o Procurador Geral da República para explicações. O certo é que essa foi a pior semana da história do STF.




